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PUREGON

Folitrofina beta injetável (FSHrec humano)

Composição Cada ampola com liosfera contém: Folitrofina beta 50, 100, 150 UI. Cada ampola diluente contém: Cloreto de sódio 4,5 mg.


Informações técnicas - PUREGON
Propriedades - PUREGON

PUREGON contém folitrofina beta (FSHrec humano) produzida pela técnica de DNA recombinante, usando células de ovário1 de hamster chinesa. A seqüência de aminoácidos primária é idêntica à do FSH humano natural. Existem pequenas diferenças na estrutura de cadeia de carboidratos. O FSH é indispensável no crescimento e maturação folicular e na produção de esteróides gonadais. Na mulher a quantidade de FSH é determinante no início e na manutenção do desenvolvimento folicular e, em conseqüência, no tempo que levam para amadurecerem e no número de folículos que alcançam a maturidade Portanto, PUREGON pode ser utilizado para estimular o desenvolvimento folicular e a produção de esteróides em casos selecionados de alterações da função gonadal. Além disso, PUREGON pode ser utilizado para promover o desenvolvimento folicular múltiplo em programas de reprodução assistida (por exemplo, fertilização2 in vitro) transferência de embriões (FIV/TE), transferência intratubária de gamatas ou zigotos (GIFT/ZIFT) e injeção3 intracitoplasmática de espermatozóides4 (ICSI)]. O tratamento com PUREGON é geralmente seguido pela administração de hCG para induzir a fase final da maturação folicular, retomada da melosa e ruptura do folículo.


Farmacocinética - PUREGON
Após a administração intramuscular ou subcutânea de PUREGON, os níveis máximos de FSH são alcançados em aproximadamente 12 horas. Devido à liberação prolongada e à meia- vida de eliminação relativamente alta, de aproximadamente 40 horas, os níveis de FSH permanecem elevados durante 24-48 horas. Mesmo assim, devido à meia-vida de eliminação relativamente longa, as concentrações da FSH no plasma5 são aproximadamente 1,5-2,5 vezes maiores após a administração repetida do que após a administração única, o que contribui para alcançar as concentrações terapêuticas. Não existem diferenças farmacologicamente significativas entre a administração subcutânea e a intramuscular de PUREGON. Como o FSHrec e bioquimicamente muito similar ao FSH endógeno humano, ele é distribuído, metabolizado e excretado da mesma forma.


Administração e modo de usar - PUREGON

PUREGON deve ser reconstituído com o diluente que é fornecido. A solução reconstituída deve ser administrada imediatamente. Para prevenir injeções dolorosas e evitar o refluxo no local da injeção3, a solução de PUREGON deve ser lentamente administrada por via intramuscular ou subcutânea. O local da injeção subcutânea6 deve ser variado para prevenir a ocorrência de lipoatrofia7. Nenhuma solução reconstituída não- utilizada deve ser aproveitada. As injeções subcutâneas de PUREGON podem ser administradas pela paciente ou parceiro, desde que as instruções necessárias sejam dadas pelo médico. A auto-administração de PUREGON somente deve ser realizada por pacientes bem motivadas, adequadamente treinadas e com acesso a aconselhamento especializado. Para utilizar PUREGON corretamente seguir as seguintes instruções:

1. Quebrar a parte superior da ampola diluente, segurando firmemente a ampola em uma das mãos e pressionando com o polegar da outra mão a parte superior da ampola, enquanto promove uma flexão desta parte para trás com o seu outro dedo. Repetir o procedimento com a ampola com a liosfera.

2. Aspirar o conteúdo da ampola- diluente com uma seringa8 (não acompanha o produto).

3. Colocar ao diluente na ampola com a liosfera de PUREGON.

4. Aspirar a solução recontituída de PUREGON com a mesma seringa8.

5. A agulha utilizada para as operações não será utilizada para a injeção3, portanto trocar esta agulha por outra agulha estéril

6. Bater delicadamente com os dedos na seringa8 e pressionar o êmbolo, com a agulha apontada para cima, para forçar a saída do ar até que uma gota9 apareça na ponta da agulha.

Injeção intramuscular10

7. Limpar aproximadamente 2 cm ao redor do ponto onda a agulha será introduzida, introduzir a agulha em um ângulo de 90 graus em relação à superfície da pele e pressionar o êmbolo lentamente

Injeção subcutânea6

8. Limpar aproximadamente 2 cm ao redor do ponto onde a agulha será introduzida, introduzir a agulha na base da pele pinçada em um ângulo de 45 graus em relação à superfície da pele e pressionar o êmbolo lentamente.


Indicações - PUREGON
PUREGON está indicado no tratamento da infertilidade11 feminina nas seguintes situações: anovulação12 (incluindo doença policistíca ovariana), em mulheres que se mostraram não- responsivas ao tratamento com citrato de clomifeno: hiperestimulação ovariana controlada para induzir o desenvolvimento de múltiplos folículos em programas da reprodução assistida (por exemplo, fertilização2 in vitro/transferência de embriões (FIV/TE) e transferência intratubária de gametas ou zigotos (GIFT/ZIFT) e injeção3 intracitoplasmática de espermetozóide (ICSI).


Contra-indicações - PUREGON

PUREGON é contra- indicado nos casos de: tumores de ovário1, de mama, útero13, hipófise14 e hipotálamo; gravidez e lactação15; sangramento vaginal não-diagnosticado; hipersensibilidade a qualquer uma das substâncias de PUREGON; falência ovariana primária; cistos ovarianos ou ovários16 aumentados, não-relacionados com doença policística ovariana; mal-formações dos õrgãos sexuais incompativeis com a gravidez17; miomas uterinos incompatíveis com a gravidez17.


Uso durante a gravidez17 e a lactação15 - PUREGON
PUREGON não deve ser utilizado durante a gravidez17 e a lactação15.


Precauções e advertências - PUREGON

A presença de endocrinopatias não- gonadais, não-controladas (por exemplo: distúrbios da tireóide, adrenal e hipófise14) deve ser excluída. Nos casos de gravidez17 produzida por indução da ovulação18 com preparações gonadotróficas, existe um risco maior de ocorrer gravidez17 múltipla. Não têm sido relatados casos de hipersensibilidade ao PUREGON, mas existe a possibilidade de respostas anafiláticas. A primeira injeção3 de PUREGON deve ser realizada somente sob supervisão médica direta. Uma vez que mulheres inférteis submetidas à reprodução assistida e particularmente FIV freqüentemente apresentam anormalidades tubárias, a freqüência de gravidez ectópica19 pode estar aumentada. Portanto, é importante a realização de um exame ultra-sonográfico precocemente para confirmar se a gravidez17 é intra-uterina. As taxas de abortamento20 em mulheres submetidas a técnicas de reprodução assistida são maiores do que na população normal. Hiperestimulação não-desejada. Durante o tratamento deve se realizar uma avaliação ultra-sonográfica do desenvolvimento folicular e determinar os níveis de estrógenos antes do tratamento e a intervalos regulares durante o mesmo, pois os níveis de estrógenos podem aumentar muito rapidamente, mais que o dobro ao dia, durante 2 ou 3 dias seguidos e, possivelmente, alcançar valores excessivamente altos. Se ocorrer a hiperestimulação indesejada (não como parte de hiperestimulação ovariana controlada em programas de reprodução assistida), deve-se suspender imediatamente a administração de PUREGON. Nesse caso, a gravidez17 deve ser evitada e não deve ser administrado o hCG, porque ele pode induzir, em adição à ovulação18 múltipla, a síndrome21 da hiperestimulação ovariana. Os sintomas22 clínicos da síndrome21 da hiperestimulação ovariana moderada são dor abdominal, náuseas23, diarréia24 e leve a moderado aumento dos ovários16 e cistos ovarianos. Em casos raros, pode ocorrer a síndrome21 da hiperestirnulação ovariana grave, que pode chegar a desencadear uma situação crítica. Caracteriza-se por cístos ovarianos-grandes (com tendência à ruptura), ascite25, freqüentemente hidrotórax e ganho de peso. Em raras situações, processos tromboembólicos arteriais têm sido associados à terapia com gonadotrofínas. Isso também pode acontecer com PUREGON/hCG.


Interações medicamentosas - PUREGON
O uso conjunto de PUREGON e citrato de clomifeno pode melhorara resposta folicular. Após a dessensibilização26 hipofisária, mediante a utilização de um agonista GnRH, pode ser necessária uma dose maior de PUREGON para produzir uma resposta folicular adequada.


Reações adversas - PUREGON

A hiperestimulação ovariana indesejada pode ser observada em 5% das pacientes tratadas com PUREGON. Sintomas22 característicos dessas condições já foram descritos (ver Precauções e advertências). A utilização de PUREGON tanto por via IM ou SC, pode levar a reações no local da aplicação como ardor, dor, eritema27, inchaço e prurido28, a maioria dos quais de leve intensidade. Reações generalizadas não têm sido observadas. Formação de anticorpos29 antifolitrofina beta ou proteínas30 derivadas da célula31 hospedeira não tem sido reportada durante a terapia. Um leve aumento do risco de gravidez ectópica19 e gravidez17 múltipla tem sido observado. Em raras circunstâncias, tromboembolismo32 arterial tem sido associado à terapia com menotrofina/gonadotrofina coriônica humana. Isso pode ocorrer com a terapia PUREGON/hCG.


Posologia - PUREGON

Existem grandes variações inter e intra- individuais na resposta dos ovários16 às gonadotrofínas exógenas, por isso é impossível estabelecer um esquema de dosagem uniforme. Portanto, o ajuste deve ser feito individualmente, dependendo da resposta do ovário1. Para isso é necessário fazer a monitorização através de ultra-sonografias e através da dosagem do nível estrogênico e (ou) avaliação clínica do nível estrogênico. Após dessensibilização26 hipofisária induzida por agonista do GnRH, uma dose maior de PUREGON pode ser necessária para se alcançar uma resposta ovariana adequada. A experiência clínica com PUREGON é baseada em até 3 ciclos de tratamento nas duas indicações. A experiência em FIV indica a taxa de sucesso do tratamento, permanece estável durante as primeiras 4 tentativas e declina gradualmente daí em diante. Anovulação12: Em geral é recomendado um esquema de tratamento seqüencial. Ele geralmente é iniciado com a administração diária de 75 UI de FSH, dose que deve ser mantida durante 5-7 dias. Se não for detectada uma resposta dos ovários16, a dose deve ser incrementada gradualmente até que os níveis de estrógeno33 comecem a aumentar. É considerada uma ótima velocidade de aumento da ordem de 40% - 100% ao dia. Então a dose eficaz diária é mantida até que se alcancem as condições de pré-ovulação18. As condições pré-ovulatórias são alcançadas quando há evidência ultra-sonográfica de um folículo dominante de pelo menos 18 mm de diâmetro e (ou) quando os níveis de estradiol plasmático de 300-900 picogramas/ml (1.000-3.000 pmol/l) são identificados. A administração de PUREGON é então interrompida e pode-se induzir a ovulação18. administrando gonadotrofina coriônica humana (hCG) a uma dose de 5.000-10.000 UI. Se os níveis de estrôgenos aumentarem muito rapidamente, mais que o dobro ao dia, durante 2 ou 3 dias consecutivos, a dose diária deverá ser diminuída. Como os folículos de mais de 14 mm podem produzir gravidez17, múltiplos folículos pré-ovulatórios com mais de 14 mm aumentam o risco de gravidez17 múltipla. Nesse caso, deve-se suspender o hCG para evitar gestações múltiplas. Hiperestimulação controlada do ovário1 em programas de reprodução assistida: Vários protocolos de estimulação podem ser empregados. Uma dose inicial de 150-225 UI é recomendada para os primeiros quatro dias de estimulação. Desse ponto em diante a dose deve ser ajustada individualmente, baseada na resposta ovariana. Estudos clínicos demonstraram que dosagens de manutenção, variando entre 75-375 UI por seis a doze dias são suficientes, embora tratamentos mais longos possam ser necessários, PUREGON pode ser usado isoladamente ou em combinação com agonista GnRH para prevenir a luteinização prematura. Nesse último caso, uma dose total de tratamento maior pode ser necessária. A maturação dos folículos é controlada por ultra-sonografia e pelos níveis plasmáticos de estrógenos. Quando a avaliação ecográfica indica a presença de, ao menos, três folículos de 16-20 mm, e a resposta de estradiol é boa [níveis plasmáticos de aproximadamente 300-400 picogramas/ml (1000-3.000 pmol/l) para cada folículo com um diâmetro maior que 18 mm], faz-se a indução da fase final da maturação folicular, administrando hCG a uma dose de 5.000-10.000 UI. A recuperação dos oócitos é realizada após 34 a 35 horas.


Superdosagem - PUREGON

Não existem dados sobre toxicidade aguda de PUREGON em humanos, mas toxicidade aguda de PUREGON a de preparações com gonadotrofína urinária, em estudos em animais, mostrou- se muito baixa. Foi demonstrada que uma dose muito alta mantida durante mais de um dia pode conduzir à hiperestimulação dos ovários16.


Apresentações - PUREGON

Ampola contendo esfera liofílizada (ou liosfera) + ampola de 1 ml com diluente PUREGON 50, 100 e 150 UI: Embalagens com 1 ampola com liosfera + 1 ampola com diluente; embalagens com 5 ampolas com liosfera + 5 ampolas com diluente.


AKZO NOBEL Ltda. Divisão Organon



PUREGON - Laboratório

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