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REOPRO

REOPRO®

abciximabe




FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO - REOPRO
REOPRO é uma solução clara, incolor, estéril e não- pirogênica para uso endovenoso (EV). O pH da
solução tamponada é de 7,2. Não são adicionados conservantes. É apresentado em frascos de dose única
de 5 ml.

USO EXCLUSIVO EM ADULTOS


COMPOSIÇÃO - REOPRO

Cada frasco contém:
abciximabe....................2 mg/ml
Excipientes: fosfato de sódio, cloreto de sódio, polissorbato 80 e água para injeção1 q.s.p.
USO RESTRITO A HOSPITAIS


INFORMAÇÕES AO PACIENTE - REOPRO
Como este medicamento funciona?
REOPRO é um fragmento de anticorpo2, que se liga em um local específico das plaquetas3 humanas
(células que participam da coagulação) evitando que essas células se acumulem e formem coágulos.
Por que este medicamento foi indicado?
REOPRO é indicado como um auxiliar da heparina e da aspirina na prevenção de complicações cardíacas
por problemas de suprimento sangüíneo em pacientes:
1- submetidos a cateterismo4 para desobstrução coronária (angioplastia5 com balão, stent e
aterectomia).
2- com angina6 instável (dor no peito por falha no suprimento sanguíneo) que não cede com a
aplicação de medicamentos habituais, quando se planejar um cateterismo4 para desobstrução
coronária.
Quando não devo usar este medicamento?
Contra- indicações
REOPRO não deve ser utilizado em pacientes com alergia7 conhecida ao abciximabe, a qualquer
componente deste produto ou a anticorpos8 produzidos por camundongos.
Como a modificação do funcionamento das plaquetas3 aumenta os riscos de sangramento, REOPRO é
contra- indicado nas seguintes situações:
• Sangramento interno ativo;
• História de derrame9 cerebral (AVC) há menos de dois anos;
• Cirurgia ou trauma intracraniano ou intra- espinhal recente (menos de 2 meses);
• Cirurgia de grande porte recente (menos de 2 meses);
• Tumor10 intracraniano ou malformação dos vasos intracranianos;
• Doenças hemorrágicas (com sangramento espontâneo) ou aumento grave e descontrolado da pressão
arterial;
• Diminuição do número de plaquetas3;
• Vasculite11 (inflamação12 da parede do vaso sanguíneo);
• Alterações graves da retina13 por aumento da pressão arterial (retinopatia hipertensiva);
• Insuficiência14 grave do fígado15, pois não há muita informação de como o medicamento funciona nesses
pacientes;
• A utilização de REOPRO é contra- indicada em pacientes com doença renal16 grave que precisem de
hemodiálise17 (filtração sanguínea).
Advertências e Precauções
Uma avaliação cuidadosa do risco/benefício deve ser feita em cada paciente antes de iniciar o tratamento
com REOPRO.
2
Os pacientes em tratamento com REOPRO podem apresentar um risco maior de sangramento,
particularmente na presença de medicamentos anticoagulantes, como por exemplo heparina,
anticoagulantes e trombolíticos. Nos pacientes que estão recebendo trombolíticos, o uso de REOPRO
pode aumentar ainda mais o risco de sangramentos. Deve- se então considerar o risco/benefício nessa
situação. Se ocorrer sangramento grave, que não pode ser controlado com a pressão sobre o local, as
infusões de REOPRO e heparina devem ser interrompidas.
REOPRO não foi testado em estudos de reprodução com animais. Portanto, não se sabe se o medicamento
pode causar dano fetal quando administrado em mulheres grávidas ou se pode afetar a capacidade de
reprodução. REOPRO deve ser usado em grávidas somente se extremamente necessário.
Não há estudos que comprovem que REOPRO é expelido no leite humano ou absorvido após a ingestão.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe a seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento
sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Interações medicamentosas
REOPRO foi estudado como um auxiliar do tratamento com heparina e aspirina. O uso de REOPRO
juntamente com heparina aumenta o risco de sangramento. Experiências limitadas com REOPRO em
pacientes que receberam trombolíticos sugerem um aumento no risco de sangramento. Apesar de não ter
sido estudado sistematicamente, o uso de REOPRO com outros medicamentos cardiovasculares de uso
comum no tratamento de angina6, infarto do miocárdio18 ou hipertensão19 não produziu reações adversas, nem
com as soluções comuns para infusão intravenosa.
Como devo usar este medicamento?
Aspecto físico
REOPRO é apresentado em frascos de dose única, contendo 5ml.
Características organolépticas
REOPRO é uma solução clara, incolor, estéril para uso endovenoso (EV). Não são adicionados
conservantes. É apresentado em frascos de dose única de 5ml.
Dosagem
A dose de REOPRO recomendada para adultos é um bolus20 INTRAVENOSO de 0,25 mg/kg, seguido
imediatamente por uma infusão intravenosa contínua de 0,125 mcg/kg/min (até uma taxa máxima de 10
mcg/min).
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do
medicamento.
Como usar
REOPRO é uma solução clara, incolor, estéril para uso endovenoso (EV). O preparo e a aplicação do
medicamento devem ser feitos exclusivamente por um profissional da área da saúde experiente e
devidamente capacitado. Deve- se ter cuidado com a manipulação e preparação das soluções de REOPRO.
Quais os males que este medicamento pode causar?
Sangramento é a reação desagradável mais freqüente em pacientes tratados com REOPRO. Outros
eventos adversos, tais como hemorragia21 intracraniana e AVC (derrame9 cerebral), trombocitopenia22
(diminuição do número de plaquetas3), dor nas costas, hipotensão23 (diminuição da pressão arterial), náusea24
(enjôo), angina6 (dor no peito), vômitos25, dor de cabeça, bradicardia26 (diminuição na freqüência cardíaca),
febre27 e dor no local da punção também foram relatados. Tamponamento cardíaco (acúmulo de líquido no
pericárdio28; estrutura que envolve o coração29), hemorragia21 pulmonar e síndrome30 do desconforto respiratório
do adulto, uma doença respiratória grave, foram reportados raramente. Reações de hipersensibilidade ou
alérgicas foram raramente observadas no tratamento com REOPRO. Contudo, anafilaxia31 (reação alérgica32
grave) pode ocorrer potencialmente a qualquer momento durante a administração.
O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?
Não houve experiência de superdose nos estudos clínicos em humanos.
Onde e como devo guardar este medicamento?
O medicamento deve ser mantido de 2 a 8 ºC. Não congelar. Não agitar. Desprezar a porção não usada.
NUNCA USE QUALQUER MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. O prazo
de validade do produto é de 36 meses e a data de validade está impressa no cartucho.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.3


INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE - REOPRO


CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS - REOPRO

Descrição: O abciximabe, REOPRO, é o fragmento Fab do anticorpo2 monoclonal murino- humano 7E3quimérico. O abciximabe liga- se ao receptor glicoproteína IIb/IIIa (GPIIb/IIIa) das plaquetas3 humanas e
inibe a agregação plaquetária. O anticorpo2 7E3 quimérico é produzido por perfusão contínua em cultura
de células de mamífero. O fragmento Fab 47.615 daltons é purificado a partir do sobrenadante da cultura
de células, através de uma série de fases envolvendo inativação viral específica, procedimentos de
extração e digestão33 com papaína e cromatografia por coluna.
Farmacologia clínica
Geral: O abciximabe liga- se ao receptor GPIIb/IIIa plaquetário, que é um membro da família integrinas
(receptores de adesão) e o principal receptor de superfície da plaqueta34 envolvido na agregação
plaquetária. O abciximabe inibe a agregação plaquetária evitando a ligação do fibrinogênio, fator von
Willebrand e outras moléculas de adesão ao receptor GPIIb/IIIa de plaquetas3 ativadas. REOPRO também
se liga ao receptor vitronectina (v3) encontrado nas plaquetas3 e nas células endoteliais. Os receptores de
vitronectina são mediadores das propriedades pró- coagulantes das plaquetas3 e das propriedades
proliferativas nas células das paredes dos vasos e dos músculos lisos. Devido a esta dupla especificidade,
REOPRO bloqueia a geração de trombina após a ativação das plaquetas3 mais eficientemente, em
comparação com um inibidor do GPIIb/IIIa administrado isoladamente. Acredita- se que o mecanismo de
ação envolve o bloqueio espacial ou conformacional do acesso de grandes moléculas ao receptor, ao invés
de interagir diretamente com o RGD (seqüência arginina- glicina-ácido aspártico) do local de ligação do
GPIIb/IIIa.
Farmacologia pré- clínica: Foi observada inibição máxima da agregação plaquetária in vivo quando
80% dos receptores GPIIb/IIIa estavam bloqueados pelo abciximabe. Em primatas, o abciximabe em
bolus20 de 0,25 mg/kg alcançou geralmente um bloqueio de pelo menos 80% dos receptores de plaquetas3 e
inibiu totalmente a agregação plaquetária. A inibição da função plaquetária foi temporária após uma dose
em bolus20, porém o bloqueio do receptor pode ser mantido em 80% por infusão intravenosa contínua. Os
efeitos inibitórios do abciximabe foram diminuídos substancialmente pela transfusão35 de plaquetas3 em
macacos. A eficácia antitrombótica de anticorpos8 protótipos (Fab 7E3 murino e F (ab')2) e abciximabe,
foi avaliada em modelos de trombose36 em artéria37 coronária, carótida e femoral de cão, macaco e bugio.
Doses da versão murina de 7E3 ou de abciximabe suficiente para produzir um alto grau (80%) de
bloqueio no receptor GPIIb/IIIa, preveniu a trombose36 aguda e produziu taxas mais baixas de trombose36
quando comparada com aspirina e/ou heparina.
Farmacocinética: Após a administração de bolus20 intravenoso, a concentração de abciximabe livre no
plasma38, diminui rapidamente com uma meia- vida inicial inferior a 10 minutos e uma meia-vida de
segunda fase de cerca de 30 minutos, provavelmente relacionada à rápida ligação aos receptores
plaquetários GPIIb/IIIa. A função plaquetária geralmente se recupera em 48 horas1,2, apesar do
abciximabe permanecer na circulação39 por até 15 dias ou mais ligado à plaqueta34. A administração
intravenosa de um bolus20 com uma dose de 0,25 mg/kg de abciximabe, seguida por infusão contínua de 10
mcg/min (ou um ajuste da infusão pelo peso de 0,125 mcg/kg/min, a uma taxa máxima de 10 mcg/min)
proporciona concentrações plasmáticas livres relativamente constantes durante toda a infusão. No término do período de infusão, as concentrações plasmáticas livres caem rapidamente por aproximadamente horas e daí por diante declinam em uma velocidade mais baixa.
Farmacodinâmica: Em um estudo clínico de Fase I, a administração intravenosa em humanos de doses
únicas em bolus20 de 0,15 a 0,30 mg/kg de abciximabe, produziu rápida inibição dose dependente da função
plaquetária, medida pela agregação plaquetária in vitro da resposta à adenosina difosfato (ADP) ou pelo
prolongamento do tempo de sangramento. Nas duas doses mais altas (0,25 e 0,30 mg/kg) em 2 horas após
a injeção1, mais de 80% dos receptores GPIIb/IIIa foram bloqueados e a agregação plaquetária em resposta
a 20 mcM de ADP foi quase abolida. Dados publicados mostraram que os níveis de inibição de plaquetas3
foram estabilizados dentro de 10 minutos da administração. Em estudo clínico Fase I, o tempo de
sangramento médio aumentou para mais de 30 minutos em ambas as doses quando comparado com um
valor inicial de aproximadamente 5 minutos. O bloqueio de 80% dos receptores foi selecionado como um
alvo para a eficácia farmacológica, porque em modelos animais com estenose coronária grave,
demonstrou- se que a inibição plaquetária, associada com este grau de bloqueio, previne trombose36
plaquetária.
A administração intravenosa em humanos de uma dose única em bolus20 de 0,25 mg/kg seguida por uma
infusão contínua de 10 mcg/min por períodos de 12 a 96 horas manteve alto grau de bloqueio do receptor
GPIIb/IIIa (80%) e inibição da função plaquetária (agregação plaquetária in vitro em resposta a 20 mcM
de ADP menor do que 20% do valor basal e tempo de sangramento maior do que 30 minutos) durante a
infusão na maior parte dos pacientes. Resultados similares foram obtidos quando a dose de infusão
ajustada ao peso (0,125 mcg/kg/min, a uma taxa máxima de 10 mcg/min) foi utilizada em pacientes com
peso >80 kg. Os resultados em pacientes que receberam o bolus20 de 0,25 mg/kg seguido por uma infusão
de 5 mcg/min por 24 horas, mostraram um bloqueio do receptor como também inibição na agregação
plaquetária semelhantes ao inicial, porém a resposta não foi mantida durante todo o período de infusão.
Embora baixos níveis de receptores GPIIb/IIIa bloqueados estejam presentes por mais de 10 dias após o término da infusão, a função plaquetária retorna gradualmente ao normal, no período de 24 a 48 horas.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
Nos estudos clínicos, o abciximabe demonstrou efeitos marcantes na redução de complicações
trombóticas de intervenções coronárias tais como: angioplastia5 com balão, aterectomia e stent coronário.
Esses efeitos foram observados dentro de horas após a intervenção e mantidas por 30 dias nos estudos
EPIC, EPILOG, EPISTENT e CAPTURE. No estudo EPIC, que incluiu pacientes de angioplastia5 de alto
risco, e em dois estudos clínicos intervencionistas que envolveram em sua maioria pacientes de
angioplastia5 de alto risco - EPILOG (36% de baixo risco e 64% de alto risco) e EPISTENT (27% de
baixo risco e 73% de alto risco) - a dose de infusão foi mantida por 12 horas após o procedimento e a
redução da taxa de eventos combinados (morte, infarto do miocárdio18 (IM) ou repetição da intervenção)
foi mantida pelo período de seguimento, 3 anos (EPIC), 1 ano (EPILOG) e 1 ano (EPISTENT),
respectivamente. No estudo EPIC, a redução da taxa de eventos combinados foi derivada primariamente
do efeito sobre o IM e sobre a necessidade de revascularização urgente e não- urgente. No estudo EPILOG
e EPISTENT a redução da taxa de eventos combinados foi derivada primariamente do efeito IM não- Q
(identificado pelo aumento das enzimas cardíacas) e revascularização de urgência. No estudo CAPTURE,
em pacientes com angina6 instável refratária à terapia convencional40, o abciximabe foi administrado em
bolus20 seguido de infusão contínua por 24 horas antes do início do procedimento de angioplastia5 e mantido
por 1 hora após o término do mesmo. Este esquema demonstrou estabilização dos pacientes préangioplastia,
como evidenciado pelas taxas de redução do infarto do miocárdio18, sendo que a redução das
complicações trombóticas foi mantida aos 30 dias, mas não aos 6 meses.



INDICAÇÕES - REOPRO

O abciximabe é indicado como um adjuvante da heparina e da aspirina para a prevenção de complicações
cardíacas isquêmicas em pacientes:
1- submetidos a intervenção coronária percutânea (angioplastia5 com balão ou com stent e
aterectomia).
2- com angina6 instável refratária(*) à terapia convencional40, com intervenção coronária percutânea
planejada.
(*) angina6 instável refratária definida por: eletrocardiograma41 anormal, compatível com isquemia42
miocárdica (depressão do segmento ST, elevação do segmento ST, ou onda- T anormal) e um ou mais
episódios de dor típica no peito, ou ambos.


CONTRA-INDICAÇÕES - REOPRO
O REOPRO NÃO DEVE SER ADMINISTRADO A PACIENTES COM HIPERSENSIBILIDADE
CONHECIDA AO ABCIXIMABE, A QUALQUER COMPONENTE DESTE PRODUTO OU A
ANTICORPOS8 MONOCLONAIS MURÍNOS.
DADO QUE A INIBIÇÃO DA AGREGAÇÃO PLAQUETÁRIA AUMENTA OS RISCOS DE
SANGRAMENTO, ABCIXIMABE É CONTRA- INDICADO NAS SEGUINTES SITUAÇÕES
CLÍNICAS:
• SANGRAMENTO INTERNO ATIVO;
• HISTÓRIA DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL43 (AVC) HÁ MENOS DE DOIS ANOS;
• CIRURGIA OU TRAUMA INTRACRANIANO OU INTRAESPINHAL RECENTE (MENOS DE 2
MESES);
• CIRURGIA DE GRANDE PORTE RECENTE (MENOS DE 2 MESES);
• TUMOR10 INTRACRANIANO, MALFORMAÇÃO ARTERIOVENOSA OU ANEURISMA44;
• DIÁTESE HEMORRÁGICA CONHECIDA OU HIPERTENSÃO19 GRAVE INCONTROLÁVEL;
• TROMBOCITOPENIA22 PRÉ- EXISTENTE;
• VASCULITE11;
• RETINOPATIA HIPERTENSIVA;
• INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA45 GRAVE. DEVIDO AO FATO DE HAVER APENAS DADOS
LIMITADOS DISPONÍVEIS;
• A UTILIZAÇÃO DE REOPRO É CONTRA INDICADA EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA14
RENAL16 GRAVE OS QUAIS PRECISEM DE HEMODIÁLISE17.


MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO - REOPRO

Instruções para Administração
1. Os produtos parenterais devem ser inspecionados visualmente quanto a partículas antes da
administração. As preparações de abciximabe contendo partículas opacas visíveis NÃO devem ser
usadas.
2. Deve- se estar preparado para reações de hipersensibilidade quando são administradas soluções
protéicas tais como de abciximabe. Adrenalina, dopamina, teofilina, antihistamínicos e corticosteróides
devem estar disponíveis para uso imediato. Se aparecerem sintomas46 de reação alérgica32 ou de anafilaxia31, a
infusão deve ser imediatamente interrompida e o tratamento apropriado deve ser administrado. A
administração de 0,3 a 0,5 ml de solução de adrenalina (diluição 1:1000), o uso de corticosteróides, de
assistência respiratória e outra medida de ressucitação podem ser medidas fundamentais.
3. Como com todos os produtos parenterais, devem ser usados procedimentos assépticos durante a
administração de abciximabe.
4. Retirar em uma seringa47 a quantidade necessária de abciximabe (2 mg/ml) para uma injeção1 em bolus20,
usando- se um filtro de 0,2/0,22 mcm ou 5,0 mcm de baixa ligação protéica, não pirogênico e estéril. O
bolus20 deve ser administrado em pelo menos 1 (um) minuto.
5. Retirar em uma seringa47 a quantidade necessária de abciximabe para infusão contínua. Injetar em soro48
fisiológico a 0,9% ou soro48 glicosado a 5%, estéril, e infundir em uma velocidade calculada por intermédio
de uma bomba de infusão. A infusão contínua deve ser filtrada usando um filtro de seringa47 de 0,2/0,22
mcm ou 5,0 mcm, estéril, não pirogênico, de baixa ligação protéica ou usando um filtro em linha de 0,2
ou 0,22 mcm, estéril, não pirogênico, de baixa ligação protéica. Desprezar a porção não usada no final da
infusão.
6. Não foram observadas incompatibilidades com as soluções de infusão endovenosa ou drogas
cardiovasculares comumente usadas. Contudo, o abciximabe deve ser administrado em uma linha
intravenosa separada sempre que possível e não misturado com outros medicamentos.
7. Não foram observadas incompatibilidades com frascos de vidro ou bolsas de cloreto de polivinila e
dispositivos de administração.
Cuidados de armazenamento
O medicamento deve ser mantido de 2 a 8 ºC. Não congelar. Não agitar. Desprezar a porção não usada.
Do ponto de vista microbiológico, o produto deve ser utilizado imediatamente. Se o produto não for
administrado imediatamente, o armazenamento do produto e a manutenção das suas condições de uso
ficam sob a responsabilidade do profissional de saúde encarregado da administração do medicamento. O
período de armazenamento nestas condições não deve exceder 24 horas em temperatura de 2 a 8°C, desde
que a diluição do produto tenha sido feita em condições assépticas controladas e validadas.


POSOLOGIA - REOPRO
A dose de abciximabe recomendada para adultos é um bolus20 INTRAVENOSO de 0,25 mg/kg,
seguido imediatamente por uma infusão intravenosa contínua de 0,125 mcg/kg/min (até uma taxa
máxima de 10 mcg/min).
• Para a estabilização de pacientes com angina6 instável, a dose em bolus20, seguida pela infusão
contínua deve ser iniciada 24 horas antes de uma possível angioplastia5 transluminal coronária (ATC) e
concluída 12 horas após a intervenção (ATC).
• Para prevenção de complicações cardíacas isquêmicas em pacientes submetidos à angioplastia5
transluminal coronária, os quais não estão recebendo infusão do REOPRO, a dose em bolus20 deve ser
administrada 10 a 60 minutos antes da intervenção (ATC) seguida, imediatamente, por uma infusão
contínua por 12 horas.


ADVERTÊNCIAS - REOPRO

UMA AVALIAÇÃO CUIDADOSA DO RISCO/BENEFÍCIO DEVE SER FEITA EM CADA
PACIENTE ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO COM REOPRO. UM RESULTADO
FAVORÁVEL NA RELAÇÃO RISCO/BENEFÍCIO NÃO FOI ESTABELECIDO EM PACIENTES DE
BAIXO RISCO COM IDADE SUPERIOR A 65 ANOS DE IDADE.
PROCEDIMENTOS NECESSÁRIOS PARA O AUXÍLIO DOS ESPECIALISTAS:
REOPRO DEVE SER ADMINISTRADO APENAS EM CONDIÇÕES DE CUIDADOS INTENSIVOS
POR PARTE DA EQUIPE MÉDICA E DE ENFERMAGEM. ALÉM DISSO, DEVEM SER
REALIZADOS E PERMANECER DISPONÍVEIS OS TESTES LABORATORIAIS DA FUNÇÃO
HEMATOLÓGICA E INFRA- ESTRUTURA PARA ADMINISTRAÇÃO DE DERIVADOS DE
SANGUE49.
O ABCIXIMABE TEM O POTENCIAL DE AUMENTAR O RISCO DE SANGRAMENTO,
PARTICULARMENTE NA PRESENÇA DE ANTICOAGULANTES, POR EX. HEPARINA, OUTROS
ANTICOAGULANTES OU TROMBOLÍTICOS (VER PRECAUÇÕES DE SANGRAMENTO).
O TRATAMENTO COM ABCIXIMABE PODE AUMENTAR O RISCO DE SANGRAMENTOS
MAIORES NOS PACIENTES QUE ESTÃO RECEBENDO TROMBOLÍTICOS. DEVE- SE
CONSIDERAR O RISCO/BENEFÍCIO ANTES DO USO NESSA SITUAÇÃO.
SE OCORRER SANGRAMENTO GRAVE NÃO CONTROLÁVEL COM COMPRESSÃO, A
INFUSÃO CONCOMITANTE DE ABCIXIMABE E HEPARINA DEVE SER INTERROMPIDA.
TRATAMENTO CONCOMITANTE COM ASPIRINA E HEPARINA - O ABCIXIMABE DEVE
SER USADO COMO UM ADJUVANTE À TERAPIA COM ASPIRINA E HEPARINA.
ASPIRINA - A ASPIRINA DEVE SER ADMINISTRADA POR VIA ORAL EM UMA DOSE DIÁRIA
NÃO INFERIOR A 300 mg.
HEPARINA -
1. ANGIOPLASTIA5 TRANSLUMINAL CORONÁRIA (ATC)
HEPARINA EM BOLUS20 PRÉ- ATC - SE O TEMPO DE COAGULAÇÃO ATIVADO (TCA) DO
PACIENTE FOR INFERIOR A 200 SEGUNDOS ANTES DO INÍCIO DA ATC, UM BOLUS20 INICIAL
DE HEPARINA DEVE SER ADMINISTRADO APÓS O ESTABELECIMENTO DO ACESSO
ARTERIAL, DE ACORDO COM O SEGUINTE ALGORÍTMO:
TCA < 150 SEGUNDOS: ADMINISTRAR 70 U/kg
TCA 150- 199 SEGUNDOS: ADMINISTRAR 50 U/kg
A DOSE INICIAL DE HEPARINA EM BOLUS20 NÃO DEVE EXCEDER 7.000 U.
O TCA DEVE SER VERIFICADO, AGUARDANDO- SE PELO MENOS 2 MINUTOS APÓS O
BOLUS20 DE HEPARINA. SE O TCA FOR < 200 SEGUNDOS, DEVEM SER ADMINISTRADOS
BOLUSES ADICIONAIS DE HEPARINA DE 20 U/kg, ANTES DO INÍCIO DA INTERVENÇÃO
ATÉ QUE SEJA ALCANÇADO UM TCA TERAPÊUTICO ( 200 SEGUNDOS).
PODEM OCORRER SITUAÇÕES EM QUE DOSES ALTAS DE HEPARINA SÃO CONSIDERADAS
CLINICAMENTE NECESSÁRIAS, MESMO QUE O RISCO DE SANGRAMENTO SEJA
AUMENTADO, RECOMENDA- SE QUE A HEPARINA SEJA CUIDADOSAMENTE TITULADA
EM BOLUS20 AJUSTADOS AO PESO E QUE O VALOR DE TCA NÃO EXCEDA 300 SEGUNDOS.
BOLUS20 DE HEPARINA DURANTE A ATC - DURANTE A ATC, DEVE SER VERIFICADO O TCA
A CADA 30 MINUTOS. SE O TCA FOR < 200 SEGUNDOS, DEVEM SER ADMINISTRADOS
BOLUSES ADICIONAIS DE HEPARINA DE 20 U/kg ATÉ QUE SEJA ALCANÇADO UM TCA
TERAPÊUTICO ( 200 SEGUNDOS). PARA VERIFICAR O TCA DEVE- SE AGUARDAR UM
PERÍODO MÍNIMO DE 2 MINUTOS APÓS CADA BOLUS20 DE HEPARINA.
COMO ALTERNATIVA À ADMINISTRAÇÃO DE BOLUSES ADICIONAIS (COMO DESCRITO
ACIMA), UMA INFUSÃO CONTÍNUA DE HEPARINA PODE SER INICIADA APÓS O BOLUS20 DE
HEPARINA INICIAL FAZER COM QUE SE ATINJA UM TCA 200. A INFUSÃO CONTÍNUA,
NESTE CASO, DEVE OCORRER A 7 U/kg/h E ASSIM PERMANECER ENQUANTO DURAR O
PROCEDIMENTO.
INFUSÃO DE HEPARINA APÓS A ATC - RECOMENDA-SE VEEMENTEMENTE A
INTERRUPÇÃO DA HEPARINA IMEDIATAMENTE APÓS O TÉRMINO DO PROCEDIMENTO E
A REMOÇÃO PRECOCE DO INTRODUTOR ARTERIAL EM SEIS HORAS. NOS CASOS DE
UTILIZAÇÃO DE HEPARINIZAÇÃO PROLONGADA APÓS A ATC OU DA REMOÇÃO TARDIA
DO INTRODUTOR ARTERIAL, RECOMENDA- SE ENTÃO UMA INFUSÃO COM VELOCIDADE
INICIAL DE 7 U/kg/hora (VER PRECAUÇÕES: REMOÇÃO DO INTRODUTOR FEMORAL). EM
TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS, A HEPARINA DEVE SER INTERROMPIDA PELO MENOS
DUAS HORAS ANTES DA REMOÇÃO DO INTRODUTOR ARTERIAL.
2. ESTABILIZAÇÃO DA ANGINA6 INSTÁVEL - A ANTICOAGULAÇÃO DEVE SER INICIADA
COM HEPARINA ATÉ O VALOR DE TTPA DE 60- 85 SEGUNDOS. A INFUSÃO DE HEPARINA
DEVE SER MANTIDA DURANTE A INFUSÃO DE ABCIXIMABE. APÓS A ANGIOPLASTIA5, O
TRATAMENTO COM HEPARINA SEGUE AS RECOMENDAÇÕES DO ITEM 1. ANGIOPLASTIA5
TRANSLUMINAL CORONÁRIA.
PRECAUÇÕES DE SANGRAMENTO
LOCAL DE ACESSO À ARTÉRIA37 FEMORAL - O ABCIXIMABE ESTÁ RELACIONADO COM UM
AUMENTO NO ÍNDICE DE SANGRAMENTO, PARTICULARMENTE NO LOCAL DA INCISÃO
DE ACESSO ARTERIAL PARA COLOCAÇÃO DE INTRODUTOR NA ARTÉRIA37 FEMORAL. SÃO
AS SEGUINTES RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS DE CUIDADOS COM O LOCAL DE INCISÃO
PARA ACESSO ARTERIAL:
INSERÇÃO DO INTRODUTOR NA ARTÉRIA37 FEMORAL
• QUANDO APROPRIADO, COLOQUE SOMENTE UM INTRODUTOR ARTERIAL PARA
ACESSO VASCULAR50 (EVITE USO DE INTRODUTOR VENOSO).
• PUNCIONAR SOMENTE A PAREDE ANTERIOR DA ARTÉRIA37 OU VEIA QUANDO
EFETUAR O ACESSO VASCULAR50.
• O USO DE UMA TÉCNICA "THROUGH AND THROUGH" PARA IDENTIFICAR A
ESTRUTURA VASCULAR50 É FORTEMENTE DESACONSELHADA.
ENQUANTO O INTRODUTOR ESTIVER NA ARTÉRIA37 FEMORAL
• VERIFICAR O LOCAL DE INSERÇÃO DO INTRODUTOR E A PULSAÇÃO DISTAL
DA(S) PERNA(S) MANIPULADA(S) A CADA 15 MINUTOS DURANTE 1 HORA E DAÍ
POR DIANTE DE HORA EM HORA POR 6 HORAS.
• MANTER REPOUSO ABSOLUTO COM A CABECEIRA DA CAMA A 30º
• MANTER A(S) PERNA(S) MANIPULADA(S) ESTICADA(S) PELO MÉTODO DA DOBRA
NO LENÇOL OU LEVE IMOBILIZAÇÃO.
• MEDICAR PARA DOR NA VIRILHA OU COSTAS QUANDO NECESSÁRIO.
• EDUCAR O PACIENTE NOS CUIDADOS PÓS- ATC, COM INSTRUÇÕES VERBAIS.
REMOÇÃO DO INTRODUTOR DA ARTÉRIA37 FEMORAL
• A HEPARINA DEVE SER SUSPENSA PELO MENOS 2 HORAS ANTES DA REMOÇÃO
DO INTRODUTOR ARTERIAL.
• VERIFICAR O TTPA OU O TCA ANTES DA REMOÇÃO DO INTRODUTOR ARTERIAL:
NÃO REMOVER O INTRODUTOR A MENOS QUE O TTPA 50 SEGUNDOS OU O TCA
175 SEGUNDOS.
• APLICAR PRESSÃO NA INCISÃO DE ACESSO POR PELO MENOS 30 MINUTOS APÓS
A REMOÇÃO DO INTRODUTOR, USANDO COMPRESSÃO MANUAL OU MECÂNICA.
• APLICAR CURATIVO COMPRESSIVO APÓS CONSEGUIR A HEMOSTASIA.
APÓS REMOÇÃO DO INTRODUTOR DA ARTÉRIA37 FEMORAL
• VERIFICAR A VIRILHA QUANTO A SANGRAMENTO/HEMATOMA E O PULSO
DISTAL A CADA 15 MINUTOS DURANTE A 1a HORA OU ATÉ ESTABILIZAÇÃO, DAÍ
POR DIANTE DE HORA EM HORA DURANTE 6 HORAS APÓS A REMOÇÃO.
• CONTINUAR O REPOUSO ABSOLUTO COM A CABECEIRA DA CAMA A 30º E
MANTER A PERNA MANIPULADA ESTICADA POR 6- 8 HORAS APÓS A REMOÇÃO
DO INTRODUTOR DA ARTÉRIA37 FEMORAL, OU POR 6- 8 HORAS APÓS INTERRUPÇÃO
DO ABCIXIMABE OU POR 4 HORAS APÓS INTERRUPÇÃO DA HEPARINA,
QUALQUER QUE SEJA O ÚLTIMO.
• PROVIDENCIAR A REMOÇÃO DO CURATIVO COMPRESSIVO ANTES DE LIBERAR A
MOVIMENTAÇÃO DO PACIENTE.
• UTILIZAR ANALGÉSICOS51 EM CASO DE DESCONFORTO.
TRATAMENTO DO SANGRAMENTO/FORMAÇÃO DE HEMATOMA NO LOCAL DE ACESSO
FEMORAL - NO CASO DE SANGRAMENTO NA INCISÃO NA VIRILHA COM OU SEM
FORMAÇÃO DE HEMATOMA, OS SEGUINTES PROCEDIMENTOS SÃO RECOMENDADOS:
• ABAIXAR A CABECEIRA DA CAMA A 0º.
• APLICAR PRESSÃO/COMPRESSÃO, MANUAL OU MECÂNICA, ATÉ A HEMOSTASIA.
• QUALQUER HEMATOMA DEVE SER MEDIDO E MONITORADO QUANTO AO
AUMENTO DE TAMANHO.
• TROCAR O CURATIVO DE COMPRESSÃO QUANDO NECESSÁRIO.
• SE ESTIVER SOB ADMINISTRAÇÃO DE HEPARINA, MEDIR O TTPA E AJUSTAR A
DOSE DE HEPARINA, SE NECESSÁRIO.
• MANTER O ACESSO INTRAVENOSO SE O INTRODUTOR HOUVER SIDO REMOVIDO.
SE O SANGRAMENTO NA INCISÃO DA VIRILHA CONTINUAR OU O HEMATOMA SE
EXPANDIR DURANTE A INFUSÃO DE ABCIXIMABE, A DESPEITO DAS MEDIDAS ACIMA, A
INFUSÃO DE ABCIXIMABE DEVE SER SUSPENSA IMEDIATAMENTE E O INTRODUTOR
ARTERIAL REMOVIDO DE ACORDO COM AS INSTRUÇÕES ACIMA. APÓS A REMOÇÃO DO
INTRODUTOR ARTERIAL, O ACESSO VENOSO DEVE SER MANTIDO ATÉ QUE O
SANGRAMENTO SEJA CONTROLADO (VER SANGRAMENTO DE DIFÍCIL CONTROLE).
LOCAIS POTENCIAIS DE SANGRAMENTO - DEVE-SE TER CUIDADOSA ATENÇÃO COM
TODOS OS LOCAIS POTENCIAIS DE SANGRAMENTO, INCLUSIVE OS LOCAIS DE PUNÇÃO
VENOSA E ARTERIAL, LOCAIS DE INSERÇÃO DE CATETER, LOCAIS DE DISSECÇÃO
VENOSA (FLEBOTOMIA) E LOCAIS DE VENÓCLISE.
SANGRAMENTO RETROPERITONEAL - O ABCIXIMABE FOI RELACIONADO COM UM
AUMENTO NO RISCO DE SANGRAMENTO RETROPERITONEAL ASSOCIADO COM PUNÇÃO
VASCULAR50 FEMORAL. O USO DE INTRODUTORES VENOSOS É DESANCONSELHADO E
NOS CASOS NECESSÁRIOS SOMENTE A PAREDE ANTERIOR DA ARTÉRIA37 OU VEIA DEVE
SER PUNCIONADA QUANDO SE EFETUAR O ACESSO VASCULAR50 (VER PRECAUÇÕES DE
SANGRAMENTO, LOCAL DE ACESSO À ARTÉRIA37 FEMORAL).
HEMORRAGIA21 PULMONAR (PRINCIPALMENTE ALVEOLAR) - REOPRO FOI RARAMENTE
ASSOCIADO A HEMORRAGIA21 PULMONAR (PRINCIPALMENTE ALVEOLAR). AS SITUAÇÕES
A SEGUIR, PODEM OCORRER COM UMA OU EM TODAS AS SITUAÇÕES RELACIONADAS A
ADMINISTRAÇÃO DE REOPRO: HIPOXEMIA, INFILTRAÇÃO ALVEOLAR DEMONSTRADA
POR RADIOGRAFIA DE TÓRAX52, HEMOPTISE53, OU QUEDA INEXPLICÁVEL NO NÍVEL DE
HEMOGLOBINA54. SE CONFIRMADO, REOPRO E TODOS OS OUTROS MEDICAMENTOS
ANTICOAGULANTES E ANTIPLAQUETÁRIOS DEVEM SER IMEDIATEMENTE
INTERROMPIDOS.
PROFILAXIA DE SANGRAMENTO GASTROINTESTINAL (GI) - PARA EVITAR
SANGRAMENTO GI ESPONTÂNEO É RECOMENDADO QUE OS PACIENTES SEJAM PRÉ-
TRATADOS COM ANTAGONISTAS DE RECEPTOR HISTAMÍNICO- H2 OU ANTIÁCIDOS55
LÍQUIDOS. DEVEM SER ADMINISTRADOS ANTIEMÉTICOS QUANDO NECESSÁRIO PARA
PREVENIR VÔMITO56.
CUIDADOS GERAIS DE ENFERMAGEM - DEVEM SER EVITADAS PUNÇÕES ARTERIAIS E
VENOSAS DESNECESSÁRIAS, INJEÇÕES INTRAMUSCULARES, USO ROTINEIRO DE
CATETERES VESICAIS, INTUBAÇÃO NASOTRAQUEAL, TUBOS NASOGÁSTRICOS E
MANGUITOS DE APARELHOS AUTOMÁTICOS DE PRESSÃO ARTERIAL. PARA OBTENÇÃO
DE ACESSO VENOSO, DEVEM SER EVITADOS LOCAIS NÃO COMPRESSÍVEIS (EXEMPLO:
VEIAS57 SUBCLÁVIA OU JUGULAR). O USO DE CATETERES OU VENÓCLISE HEPARINIZADOS
PARA RETIRADA DO SANGUE49 DEVE SER CONSIDERADO. OS LOCAIS DE PUNÇÃO
VASCULAR50 DEVEM SER DOCUMENTADOS E MONITORADOS. DEVE- SE TER CUIDADO
QUANDO DA REMOÇÃO DE CURATIVOS.
MONITORAÇÃO DO PACIENTE - ANTES DA ADMINISTRAÇÃO DE ABCIXIMABE, DEVE SER
FEITA A CONTAGEM DE PLAQUETAS3 E AS MEDIDAS DE TCA, TEMPO DE PROTROMBINA
(TP) E TTPA, PARA SE IDENTIFICAR COAGULOPATIAS PRÉ- EXISTENTES. DEVEM SER
FEITAS CONTAGENS ADICIONAIS DE PLAQUETAS3 DE 2 A 4 HORAS APÓS A
ADMINISTRAÇÃO EM BOLUS20 E A CADA 24 HORAS. AS MEDIDAS DE HEMOGLOBINA54 E DE
HEMATÓCRITO58 DEVEM SER FEITAS ANTES E A CADA 12 A 24 HORAS APÓS A
ADMINISTRAÇÃO DO BOLUS20 DE ABCIXIMABE. DEVE- SE OBTER ELETROCARDIOGRAMA41
(ECG) DE 12 DERIVAÇÕES ANTES DA INJEÇÃO1 EM BOLUS20 DE ABCIXIMABE, REPETIDO
QUANDO O PACIENTE RETORNAR DA HEMODINÂMICA PARA O LEITO E 24 HORAS APÓS
O BOLUS20 DE ABCIXIMABE. OS SINAIS VITAIS59 (INCLUINDO PRESSÃO ARTERIAL E PULSO)
DEVEM SER MEDIDOS DE HORA EM HORA NAS PRIMEIRAS 4 HORAS E DAÍ POR DIANTE
EM 6, 12, 18 E 24 HORAS APÓS O BOLUS20 DE ABCIXIMABE.
RESTAURAÇÃO DA FUNÇÃO PLAQUETÁRIA - A TRANSFUSÃO35 DE PLAQUETAS3
DEMONSTROU RESTAURAR A FUNÇÃO PLAQUETÁRIA APÓS A ADMINISTRAÇÃO DE
ABCIXIMABE EM ESTUDOS EM ANIMAIS. TRANSFUSÕES DE PLAQUETAS3 FRESCAS
FORAM ADMINISTRADAS EXPERIMENTALMENTE PARA RESTAURAR A FUNÇÃO
PLAQUETÁRIA EM HUMANOS. NO CASO DE SANGRAMENTO GRAVE DE DIFÍCIL
CONTROLE OU NECESSIDADE DE CIRURGIA, O ABCIXIMABE DEVE SER INTERROMPIDO.
NA MAIORIA DOS PACIENTES, O TEMPO DE SANGRAMENTO RETORNA AO NORMAL
DENTRO DE 12 HORAS. SE O TEMPO DE SANGRAMENTO PERMANECER PROLONGADO OU
HOUVER INIBIÇÃO ACENTUADA DA FUNÇÃO PLAQUETÁRIA OU SE FOR NECESSÁRIA
HEMOSTASIA RÁPIDA OU NOS CASOS EM QUE A HEMOSTASIA NÃO FOR
ADEQUADAMENTE RESTABELECIDA, DEVE- SE CONSIDERAR BUSCAR A OPINIÃO DE UM
HEMATOLOGISTA EXPERIENTE EM DIAGNÓSTICO60 E TRATAMENTO DE DISFUNÇÕES
HEMORRÁGICAS. SE FOR NECESSÁRIO UMA HEMOSTASIA RÁPIDA, DOSES
TERAPÊUTICAS DE PLAQUETAS3 PODEM SER ADMINISTRADAS (PELO MENOS 5,5x1011
PLAQUETAS3). PODE HAVER REDISTRIBUIÇÃO DE REOPRO DOS RECEPTORES
PLAQUETÁRIOS ENDÓGENOS PARA AS PLAQUETAS3 TRANSFUNDIDAS. UMA ÚNICA
TRANSFUSÃO35 PODE SER SUFICIENTE PARA REDUZIR O BLOQUEIO DO RECEPTOR EM 60-
70%, A PARTIR DOS QUAIS A FUNÇÃO PLAQUETÁRIA É RESTAURADA. PODE SER
NECESSÁRIO REPETIR AS TRANSFUSÕES DE PLAQUETAS3 PARA MANTER A HEMOSTASIA.
USO DE TROMBOLÍTICOS, ANTICOAGULANTES E OUTRAS DROGAS
ANTIPLAQUETÁRIAS - DADO QUE ABCIXIMABE INIBE A AGREGAÇÃO PLAQUETÁRIA,
DEVE- SE TER CUIDADO QUANDO FOR USADO COM OUTRAS DROGAS QUE AFETAM A
HEMOSTASIA, TAIS COMO A HEPARINA, ANTICOAGULANTES ORAIS, TAIS COMO A
VARFARINA, DROGAS TROMBOLÍTICAS E ANTIPLAQUETÁRIAS QUE NÃO A ASPIRINA,
TAIS COMO DIPIRIDAMOL, TICLOPIDINA OU DEXTRANO DE BAIXO PESO MOLECULAR.
EXISTEM DADOS SOBRE O USO DE ABCIXIMABE EM PACIENTES RECEBENDO DROGAS
TROMBOLÍTICAS. CONTUDO, ESSES DADOS SUGEREM UM AUMENTO NO RISCO DE
SANGRAMENTO QUANDO ABCIXIMABE É ADMINISTRADO A PACIENTES TRATADOS COM
TROMBOLÍTICOS EM DOSES SUFICIENTES PARA PRODUZIR UM ESTADO FIBRINOLÍTICO
SISTÊMICO. POR ISSO, A UTILIZAÇÃO TERAPÊUTICA DE REOPRO COMO ADJULVANTE NA
ANGIOPLASTIA5 EM PACIENTES QUE TENHAM RECEBIDO TRATAMENTO TROMBOLÍTICO
SISTÊMICO DEVE SER CONSIDERADA SOMENTE APÓS CUIDADOSA AVALIAÇÃO DO
RISCO/BENEFÍCIO PARA CADA PACIENTE. O RISCO DE SANGRAMENTO E HEMORRAGIA21
INTRACRANIANA PARECE SER MAIOR QUANDO REOPRO É ADMINISTRADO MAIS
RAPIDAMENTE APÓS A ADMINISTRAÇÃO DE UM TROMBOLÍTICO.
O ESTUDO CLÍNICO GUSTO V RANDOMIZOU 16.588 PACIENTES COM INFARTO61 AGUDO62 DO
MIOCÁRDIO PARA O TRATAMENTO COMBINADO DE REOPRO E MEIA DOSE DE
RETEPLASE OU DOSE TOTAL DE RETEPLASE. A INCIDÊNCIA63 DE SANGRAMENTO NÃO
INTRACRANIANO MODERADO OU GRAVE AUMENTOU EM PACIENTES RECEBENDO
REOPRO E MEIA DOSE DE RETEPLASE EM COMPARAÇÃO AOS PACIENTES QUE
RECEBERAM APENAS O RETEPLASE (4,6 VERSUS 2,3%, RESPECTIVAMENTE).
SE FOR NECESSÁRIA INTERVENÇÃO URGENTE PARA SINTOMAS46 REFRATÁRIOS EM UM
PACIENTE RECEBENDO ABCIXIMABE (OU QUE TENHA RECEBIDO O MEDICAMENTO NAS
48 HORAS PRÉVIAS), É RECOMENDADO QUE SEJA TENTADA PRIMEIRO A ANGIOPLASTIA5
PARA CONTROLAR A SITUAÇÃO. ANTES DE INTERVENÇÕES CIRÚRGICAS, DEVE SER
DETERMINADO O TEMPO DE SANGRAMENTO E ESTE DEVE SER DE 12 MINUTOS OU
MENOS. SE A ANGIOPLASTIA5 OU QUALQUER OUTRO PROCEDIMENTO ADEQUADO
FALHAR, E A ANGIOGRAFIA64 SUGERIR QUE A ETIOLOGIA É DEVIDO À TROMBOSE36, DEVESE
CONSIDERAR A ADMINISTRAÇÃO DE TERAPIA TROMBOLÍTICA ADJUVANTE, POR VIA
INTRACORONÁRIA. DEVE SER EVITADO UM ESTADO FIBRINOLÍTICO SISTÊMICO.
TROMBOCITOPENIA22 - PARA AVALIAR A POSSIBILIDADE DE TROMBOCITOPENIA22, A
CONTAGEM DE PLAQUETAS3 DEVE SER MONITORADA ANTES DO TRATAMENTO, 2 A 4
HORAS E 24 HORAS APÓS ADMINISTRAÇÃO DO BOLUS20 DE ABCIXIMABE. SE O PACIENTE
APRESENTAR UMA PLAQUETOPENIA SÚBITA, DEVEM SER DETERMINADAS CONTAGENS
ADICIONAIS DE PLAQUETAS3. ESSAS CONTAGENS DE PLAQUETAS3 DEVEM SER FEITAS EM
TUBOS CONTENDO ÁCIDO ETILENODIAMINOTETRACÉTICO (EDTA), CITRATO E
HEPARINA PARA EXCLUIR PSEUDO- TROMBOCITOPENIA22 DEVIDO À INTERAÇÃO COM
ANTICOAGULANTE65 IN VITRO. SE FOR VERIFICADA TROMBOCITOPENIA22 VERDADEIRA,
DEVE- SE SUSPENDER IMEDIATAMENTE O ABCIXIMABE, MONITORAR E TRATAR
APROPRIADAMENTE A SITUAÇÃO. DEVE- SE FAZER UMA CONTAGEM DE PLAQUETAS3
DIARIAMENTE ATÉ QUE ESTA RETORNE AO NORMAL. SE A CONTAGEM DE PLAQUETAS3
DO PACIENTE CAIR ABAIXO DE 60.000 células/mm3, A HEPARINA E A ASPIRINA DEVEM SER
SUSPENSAS. SE A CONTAGEM DE PLAQUETAS3 DO PACIENTE CAIR ABAIXO DE 50.000
células/mm3, A TRANSFUSÃO35 DE PLAQUETAS3 DEVE SER CONSIDERADA, ESPECIALMENTE
SE O PACIENTE ESTIVER SANGRANDO E/OU SE ESTIVEREM PLANEJADOS
PROCEDIMENTOS INVASIVOS OU SE OS PROCEDIMENTOS ESTIVEREM EM ANDAMENTO.
SE A CONTAGEM DE PLAQUETAS3 DO PACIENTE CAIR ABAIXO DE 20.000 células/mm3,
DEVE- SE REALIZAR UMA TRANSFUSÃO35 DE PLAQUETAS3. A DECISÃO DE SE FAZER A
TRANSFUSÃO35 DE PLAQUETAS3 DEVE SER BASEADA NO JULGAMENTO CLÍNICO DE CADA
CASO.
SANGRAMENTO DE DIFÍCIL CONTROLE - (TÉCNICAS ESPECÍFICAS PARA
SANGRAMENTO NO LOCAL DE ACESSO (VER PRECAUÇÕES - LOCAL DE ACESSO À
ARTÉRIA37 FEMORAL). QUANDO CONSIDERAR A NECESSIDADE DE TRANSFUSÃO35, O
VOLUME INTRAVASCULAR DO PACIENTE DEVE SER MONITORADO. SE HIPOVOLÊMICO,
O VOLUME INTRAVASCULAR DEVE SER ADEQUADAMENTE RESTABELECIDO COM
SOLUÇÕES HIDROELETROLÍTICAS. EM PACIENTES ASSINTOMÁTICOS, A ANEMIA66
NORMOVOLÊMICA (HEMOGLOBINA54 7- 10 g/dl) PODE SER BEM TOLERADA; A TRANSFUSÃO35
NÃO É INDICADA A MENOS QUE A DIMINUIÇÃO NOS SINAIS VITAIS59 SEJA VISÍVEL OU O
PACIENTE APRESENTE SINAIS67 E SINTOMAS46. EM PACIENTES SINTOMÁTICOS (POR EX.
SÍNCOPE68, DISPNÉIA69, HIPOTENSÃO23 POSTURAL, TAQUICARDIA70), DEVEM SER USADAS
SOLUÇÕES HIDROELETROLÍTICAS PARA REPOR O VOLUME INTRAVASCULAR. SE OS
SINTOMAS46 PERSISTIREM, O PACIENTE DEVE RECEBER TRANSFUSÕES COM
CONCENTRADO DE HEMÁCIAS71 OU SANGUE49 TOTAL NA BASE DE UM- PARA-UM; UMA
UNIDADE DEVE SER SUFICIENTE. EM ESTUDOS ANIMAIS, TRANSFUSÕES DE PLAQUETAS3
RECUPERARAM A FUNÇÃO PLAQUETÁRIA APÓS A ADMINISTRAÇÃO DE ABCIXIMABE E
TRANSFUSÕES DE PLAQUETAS3 FRESCAS FORAM ADMINISTRADAS
EXPERIMENTALMENTE PARA RESTAURAR A FUNÇÃO PLAQUETÁRIA EM HUMANOS. NO
CASO DE SANGRAMENTO GRAVE DE DIFÍCIL CONTROLE OU NECESSIDADE DE CIRURGIA
DE EMERGÊNCIA, O ABCIXIMABE DEVE SER INTERROMPIDO. NA MAIORIA DOS
PACIENTES, O TEMPO DE SANGRAMENTO RETORNA AO NORMAL DENTRO DE 12 HORAS.
SE O TEMPO DE SANGRAMENTO PERMANECER PROLONGADO OU HOUVER UMA
INIBIÇÃO ACENTUADA DA FUNÇÃO PLAQUETÁRIA OU CASO SEJA NECESSÁRIA UMA
HEMOSTASIA RÁPIDA OU CASO A HEMOSTASIA NÃO SEJA ADEQUADAMENTE
RESTABELECIDA, DEVE- SE CONSIDERAR BUSCAR A OPINIÃO DE UM HEMATOLOGISTA
EXPERIENTE EM DIAGNÓSTICO60 E TRATAMENTO DE DISFUNÇÕES HEMORRÁGICAS. SE
UMA RÁPIDA HEMOSTASIA FOR NECESSÁRIA, DOSES TERAPÊUTICAS DE PLAQUETAS3
PODEM SER ADMINISTRADAS (PELO MENOS 5,5x1011 PLAQUETAS3). PODE HAVER
REDISTRIBUIÇÃO DE REOPRO DOS RECEPTORES PLAQUETÁRIOS ENDÓGENOS PARA AS
PLAQUETAS3 TRANSFUNDIDAS. UMA ÚNICA TRANSFUSÃO35 PODE SER SUFICIENTE PARA
REDUZIR O BLOQUEIO DO RECEPTOR EM 60- 70%, NÍVEL NO QUAL A FUNÇÃO
PLAQUETÁRIA É RESTAURADA. PODE SER NECESSÁRIO REPETIR AS TRANSFUSÕES DE
PLAQUETAS3 PARA MANTER A HEMOSTASIA.
READMINISTRAÇÃO - A ADMINISTRAÇÃO DE REOPRO PODE RESULTAR NA FORMAÇÃO
DE ANTICORPOS8 HUMANOS ANTI- QUIMÉRICOS (HACA) QUE PODEM CAUSAR REAÇÕES
ALÉRGICAS POTENCIAIS OU HIPERSENSIBILIDADE (INCLUINDO ANAFILAXIA31),
TROMBOCITOPENIA22 OU DIMINUIÇÃO DO EFEITO DA DROGA, EM CASO DE
READMINISTRAÇÃO. ANTICORPOS8 (HACA), GERALMENTE EM BAIXOS TÍTULOS, SÃO
DETECTÁVEIS EM APROXIMADAMENTE 5 A 6% DOS PACIENTES QUE RECEBERAM UMA
ÚNICA ADMINISTRAÇÃO DE ABCIXIMABE NO ESTUDO FASE III (VER REAÇÕES
ADVERSAS). EVIDÊNCIAS DISPONÍVEIS SUGEREM QUE ANTICORPOS8 HUMANOS A
OUTROS ANTICORPOS8 MONOCLONAIS NÃO REAGEM CRUZADAMENTE COM
ABCIXIMABE. A READMINISTRAÇÃO DE REOPRO FOI AVALIADA EM UM ESTUDO QUE
INCLUIU 1342 TRATAMENTOS EM 1286 PACIENTES. A MAIORIA DOS PACIENTES ESTAVA
RECEBENDO REOPRO PELA SEGUNDA VEZ; 15% DELES ESTAVAM RECEBENDO O
PRODUTO PELA TERCEIRA VEZ OU MAIS. A TAXA GERAL DE HACA POSITIVO QUE ANTES
DA READMINISTRAÇÃO ERA DE 6% E AUMENTOU PARA 27% POSTERIORMENTE. NÃO
HOUVE RELATOS DE REAÇÕES ALÉRGICAS GRAVES OU ANAFILAXIA31.
TROMBOCITOPENIA22 FOI OBSERVADA EM TAXAS MAIORES NO ESTUDO DE
READMINISTRAÇÃO COMPARADO AOS ESTUDOS DE FASE III DE PRIMEIRA
ADMINISTRAÇÃO DO PRODUTO (VER REAÇÕES ADVERSAS), SUGERINDO QUE A
READMINISTRAÇÃO PODE ESTAR ASSOCIADA AO AUMENTO DA INCIDÊNCIA63 E DA
GRAVIDADE DE TROMBOCITOPENIA22.
USO NA GRAVIDEZ72 - CATEGORIA C - NÃO FORAM EFETUADOS ESTUDOS DE
REPRODUÇÃO ANIMAL COM ABCIXIMABE. TAMBÉM NÃO SE SABE SE O ABCIXIMABE
PODE CAUSAR DANO FETAL QUANDO ADMINISTRADO A UMA MULHER GRÁVIDA OU SE
PODE AFETAR A CAPACIDADE DE REPRODUÇÃO. O ABCIXIMABE SÓ DEVE SER
ADMINISTRADO A UMA MULHER GRÁVIDA SE EXTREMAMENTE NECESSÁRIO.
MÃES LACTANTES73 - A AMAMENTAÇÃO74 DEVE SER INTERROMPIDA PELAS MÃES
LACTANTES73 UMA VEZ QUE A EXCREÇÃO DE ABCIXIMABE NO LEITE HUMANO OU DE
ANIMAIS NÃO FOI ESTUDADA.
REAÇÕES ALÉRGICAS - VER INSTRUÇÕES PARA ADMINISTRAÇÃO.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
USO PEDIÁTRICO OU EM PACIENTES IDOSOS: CRIANÇAS E IDOSOS COM MAIS DE 80
ANOS NÃO FORAM ESTUDADOS.
DOENÇAS RENAIS: PACIENTES COM DOENÇAS RENAIS PODEM TER BENEFÍCIOS
REDUZIDOS. O USO DE REOPRO EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL75 GRAVE
DEVE SER CONSIDERADO SOMENTE APÓS UMA AVALIAÇÃO CUIDADOSA DOS
RISCOS/BENEFÍCIOS. DEVIDO AO POTENCIAL AUMENTO DO RISCO DE SANGRAMENTO
EM PACIENTES COM DOENÇAS RENAIS GRAVES, OS PACIENTES DEVEM SER
MONITORADOS MAIS FREQÜENTEMENTE PARA O RISCO DE OCORRER SANGRAMENTO.
NA EVENTUALIDADE DA OCORRÊNCIA DE SANGRAMENTOS GRAVES, DEVE- SE
CONSIDERAR TRANSFUSÃO35 DE PLAQUETAS3 (VER RESTAURAÇÃO DA FUNÇÃO
PLAQUETÁRIA). ALÉM DISSO, AS PRECAUÇÕES COM SANGRAMENTOS DESCRITAS
ACIMA DEVEM SER CONSIDERADAS. O USO DE REOPRO EM PACIENTES DE HEMODIÁLISE17
É CONTRA- INDICADO.


INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - REOPRO
ABCIXIMABE FOI FORMALMENTE ESTUDADO COMO UM ADJUVANTE DO TRATAMENTO
COM HEPARINA E ASPIRINA. NA PRESENÇA DE ABCIXIMABE, A HEPARINA É ASSOCIADA
AO AUMENTO NA INCIDÊNCIA63 DE SANGRAMENTO. EXPERIÊNCIAS LIMITADAS COM
ABCIXIMABE EM PACIENTES QUE RECEBERAM TROMBOLÍTICOS SUGEREM UM
AUMENTO NO RISCO DE SANGRAMENTO. APESAR DE NÃO TER SIDO ESTUDADO
SISTEMATICAMENTE, O USO DE ABCIXIMABE COM OUTRAS DROGAS
CARDIOVASCULARES DE USO COMUM NO TRATAMENTO DE ANGINA6, INFARTO61 DO
MIOCÁRDIO OU HIPERTENSÃO19 NÃO PRODUZIU REAÇÕES ADVERSAS, NEM COM AS
SOLUÇÕES COMUNS PARA INFUSÃO INTRAVENOSA. ESSES MEDICAMENTOS INCLUEM
VARFARINA (ANTES E APÓS, PORÉM NÃO DURANTE), BLOQUEADOR DE RECEPTOR
BETA- ADRENÉRGICO, ANTAGONISTAS CANAL DE CÁLCIO, INIBIDORES DA ENZIMA76
CONVERSORA DE ANGIOTENSINA E NITRATO INTRAVENOSO E ORAL.


REAÇÕES ADVERSAS - REOPRO

NO ESTUDO EPIC, NO QUAL FOI USADO UM ESQUEMA DE DOSE CONVENCIONAL DE
HEPARINA NÃO AJUSTADA AO PESO, A COMPLICAÇÃO MAIS COMUM DURANTE O
TRATAMENTO COM ABCIXIMABE FOI SANGRAMENTO DURANTE AS PRIMEIRAS 36
HORAS. A INCIDÊNCIA63 DE SANGRAMENTO MAIOR1, SANGRAMENTO MENOR2 E
TRANSFUSÃO35 DE DERIVADOS DE SANGUE49 FOI APROXIMADAMENTE DOBRADA. NOS
PACIENTES COM SANGRAMENTO MAIOR, 67% TIVERAM SANGRAMENTO NO LOCAL DE
ACESSO ARTERIAL NA VIRILHA.
NO ESTUDO SUBSEQÜENTE, EPILOG, QUE TAMBÉM UTILIZOU HEPARINA E ABCIXIMABE,
MAS PROMOVEU A REMOÇÃO PRECOCE DO INTRODUTOR E O USO DE TÉCNICAS
ADEQUADAS PARA O ACESSO ARTERIAL (DESCRITAS EM PRECAUÇÕES), A INCIDÊNCIA63
DE SANGRAMENTO MAIOR NÃO ASSOCIADO À CIRURGIA, NOS PACIENTES TRATADOS
COM ABCIXIMABE (1,1%), NÃO FOI DIFERENTE DA INCIDÊNCIA63 NOS PACIENTES QUE
RECEBERAM PLACEBO (1,1%). TAMBÉM NÃO HOUVE AUMENTO SIGNIFICANTE NA
INCIDÊNCIA63 DE HEMORRAGIA21 INTRACRANIANA. A REDUÇÃO NO SANGRAMENTO
MAIOR, OBSERVADA NO ESTUDO EPILOG, FOI OBTIDA SEM PERDA DA EFICÁCIA. DO
MESMO MODO, NO ESTUDO EPISTENT, A INCIDÊNCIA63 DE SANGRAMENTOS GRAVES NÃO
ASSOCIADOS À CIRURGIA EM PACIENTES EM USO DE REOPRO COM ANGIOPLASTIA5
(0,6%) OU REOPRO COM A COLOCAÇÃO DE STENT (0,8%), NÃO FOI SIGNIFICANTEMENTE
DIFERENTE DOS PACIENTES QUE RECEBERAM PLACEBO COM A COLOCAÇÃO DE STENT
(1,0%).
NO ESTUDO CAPTURE, NO QUAL NÃO FOI USADO UM ESQUEMA DE DOSE BAIXA DE
HEPARINA, A INCIDÊNCIA63 DE SANGRAMENTO MAIOR, NÃO ASSOCIADO A CIRURGIA DE
REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO (RM), FOI MAIOR NOS PACIENTES RECEBENDO
ABCIXIMABE (3,8%) DO QUE NAQUELES RECEBENDO PLACEBO (1,9%).
1 Decréscimo na hemoglobina54 > 5 g/dl
2 Hematúria77 espontânea ou hematêmese78, ou perda de sangue49 observada com um decréscimo > 3 g/dl
ou com um decréscimo na hemoglobina54 4 g/dl, sem observação de perda de sangue49
EMBORA OS DADOS SEJAM LIMITADOS, O TRATAMENTO COM ABCIXIMABE NÃO FOI
ASSOCIADO A EXCESSO DE SANGRAMENTO MAIOR NOS PACIENTES SUBMETIDOS À
CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA. ALGUNS PACIENTES COM TEMPOS DE
SANGRAMENTO PROLONGADOS RECEBERAM TRANSFUSÕES DE PLAQUETAS3 PARA
CORRIGIR O TEMPO DE SANGRAMENTO ANTES DA CIRURGIA. (VER PRECAUÇÕES DE
SANGRAMENTO - RESTAURAÇÃO DA FUNÇÃO PLAQUETÁRIA).
HEMORRAGIA21 INTRACRANIANA E AVC - OS ESTUDOS CLÍNICOS SUGEREM QUE O
CUMPRIMENTO DO REGIME DE AJUSTE DO PESO DE HEPARINA ATUALMENTE
RECOMENDADO É ASSOCIADO A UM RISCO MENOR DE OCORRÊNCIA DE HEMORRAGIA21
INTRACRANIANA EM RELAÇÃO A PROTOCOLOS ANTERIORES (QUANTO MAIOR A DOSE,
MENOR O AJUSTE DE PESO). A INCIDÊNCIA63 TOTAL DE HEMORRAGIA21 INTRACRANIANA E
AVC NÃO- HEMORRÁGICO ENTRE OS QUATRO ESTUDOS CLÍNICOS FOI SIMILAR, 9/3023
(0,30%) PARA PACIENTES PLACEBO E 15/4680 (0,32%) PARA PACIENTES TRATADOS COM
ABCIXIMABE. A INCIDÊNCIA63 DE HEMORRAGIA21 INTRACRANIANA FOI 0,10% PARA
PACIENTES TRATADOS COM PLACEBO E 0,15% PARA PACIENTES TRATADOS COM
ABCIXIMABE.
TROMBOCITOPENIA22 - PACIENTES TRATADOS COM REOPRO ESTIVERAM MAIS SUJEITOS
A EXPERIMENTAR A TROMBOCITOPENIA22 (CONTAGEM DE PLAQUETAS3 INFERIOR A
100.000 CÉLS/mcl), QUE OS PACIENTES DO GRUPO PLACEBO. A INCIDÊNCIA63, NOS ESTUDOS
EPILOG E EPISTENT, NOS QUAIS REOPRO FOI USADO COM HEPARINA AJUSTADA PARA O
PESO E EM BAIXA DOSE, FOI DE 2,8% E 1,1% RESPECTIVAMENTE, EM PACIENTES NO
GRUPO PLACEBO. EM UM ESTUDO DE READMINISTRAÇÃO EM PACIENTES RECEBENDO
DUAS OU MAIS DOSES DE REOPRO, A INCIDÊNCIA63 DE QUALQUER NÍVEL DE
TROMBOCITOPENIA22 FOI DE 5%, COM UMA INCIDÊNCIA63 DE TROMBOCITOPENIA22
PROFUNDA DE 2 % (< 20.000 células/mm3). OS FATORES ASSOCIADOS AO AUMENTO DO
RISCO DE TROMBOCITOPENIA22 FORAM: HISTÓRICO DE TROMBOCITOPENIA22 EM
ADMINISTRAÇÃO ANTERIOR DE REOPRO DENTRO DE 30 DIAS, E DOSAGEM DE HACA
POSITIVA PREVIAMENTE À READMINISTRAÇÃO.
OUTRAS REAÇÕES ADVERSAS - AS REAÇÕES ADVERSAS MAIS FREQÜENTES SÃO: DOR
NAS COSTAS, HIPOTENSÃO23, NÁUSEA24, DOR NO PEITO, VÔMITO56, DOR DE CABEÇA,
BRADICARDIA26, FEBRE27, DOR NO LOCAL DA PUNÇÃO E TROMBOCITOPENIA22.
TAMPONAMENTO CARDÍACO, HEMORRAGIA21 PULMONAR (PRINCIPALMENTE ALVEOLAR)
E SÍNDROME30 DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO DO ADULTO FORAM REPORTADOS
RARAMENTE. ANTICORPOS8 ANTIQUIMÉRICOS HUMANOS (HACA) APARECERAM,
GERALMENTE COM UM BAIXO TÍTULO, EM APROXIMADAMENTE 5% A 6% DOS
PACIENTES, 2 A 4 SEMANAS APÓS RECEBEREM A PRIMEIRA ADMINISTRAÇÃO DE
REOPRO EM ESTUDOS DE FASE III. REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE OU ALÉRGICAS
FORAM RARAMENTE OBSERVADAS NO TRATAMENTO COM ABCIXIMABE. CONTUDO,
ANAFILAXIA31 PODE OCORRER POTENCIALMENTE A QUALQUER MOMENTO DURANTE A
ADMINISTRAÇÃO (VER INSTRUÇÕES PARA ADMINISTRAÇÃO).


SUPERDOSE - REOPRO
Não houve experiência de superdose nos estudos clínicos em humanos.


ARMAZENAGEM - REOPRO

Cuidados de Armazenamento: O medicamento deve ser mantido de 2 a 8 ºC. Não congelar. Não
agitar. Desprezar a porção não usada.
Prazo de validade: NUNCA USE QUALQUER MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE
VENCIDO. O prazo de validade do produto é de 36 meses e a data de validade está impressa no cartucho.


REFERÊNCIAS - REOPRO

1. Tcheng J, Ellis SG, George BS. Pharmacodynamics of chimeric glycoprotein IIb/IIIa integrin
antiplatelet antibody Fab 7E3 in high risk coronary angioplasty. Circulation; 1994; 90: 1757-
1764.
2. Simoons ML de Boer MJ, van der Brand MJBM, et al. Randomized trial of a GPIIb/IIIa platelet
receptor blocker in refractory unstable angina6. Circulation; 1994; 89:596- 603.
3. EPIC Investigators. Use of a monoclonal antibody directed against the platelet glycoprotein
IIb/IIIa receptor in high- risk coronary angioplasty. N Engl J Med 1994; 330: 956-961.
4. Topol EJ, Califf RM, Weisman HF, et al. Randomised trial of coronary intervention with
antibody against platelet IIb/IIIa integrin for reduction of clinical restenosis: results at six
months. Lancet 1994: 343: 881- 886.
5. EPILOG Investigators. Platelet glycoprotein IIb/IIIa receptor blockade and low dose heparin
during percutaneous coronary revascularization. N Eng J Med. 1997; 336: 1689- 1696.
6. CAPTURE Investigators. Randomised placebo- controlled trial of abciximabe before, during and
after coronary intervention in refractory unstable angina6: the CAPTURE study. Lancet 1997;
349: 1429- 1435.
7. Rao, AK, Pratt C, Berke A, et al. Thrombolysis in Myocardial Infarction (TIMI) Trial - Phase I:
Hemorrhagic manifestations and changes in plasma38 fibrinogen and the fibrinolytic system in
patients treated with recombinant tissue plasminogen activator and streptokinase. J Am Coll
Cardiol 1988;11: 1- 11.
8. Landefeld, CS, Cook EF, Flatley M, et al. Identification and preliminary validation of predictors
of major bleeding in hospitalized patients starting anticoagulant therapy. Am. J Med. 1987;
82:703- 713.

REGISTRO MS - 1.1260.0010

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - USO RESTRITO A HOSPITAIS

Farm. Resp.: Dalton Nivoloni CRF- SP Nº. 11422
Fabricação, validade e número de lote, vide rótulo e cartucho
Fabricado por: Parkedale Pharmaceuticals Inc., Rochester - MI, EUA
Embalado por: Cilag AG, Schaffhausen, Suíça
Distribuído por: Eli Lilly do Brasil Ltda.
Av. Morumbi, 8264 São Paulo - SP
CNPJ 43.940.618/0001- 44



REOPRO - Laboratório

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