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ASPIRINA

Aspirina


Princípio Ativo - ASPIRINA
Ácido Acetilsalicílico


Medicamentos genéricos - ASPIRINA

Ácido Acetilsalicílico (EMS); Ácido Acetilsalicílico (Greenpharma); Ácido Acetilsalicílico (Neovita)

Outros medicamentos com o mesmo princípio ativo:
AAS (Sanofi- Synthelabo); ASSedatil (Vitapan); Aceticil (Cazi); Ácido Acetilsalicílico (Lafepe); Alidor (Aventis Pharma); Analgesin (Teuto); Antifebrin (Royton); As-Med (Medquímica); Bufferin (Bristol-MyersSquibb); Cimaas (Cimed); Cordiox (Medley); Dausmed (Usmed); Ecasil (Biolab Sanus); EMS comprimidos de Ácido Acetilsalicílico (EMS); Funed Ácido Acetilsalicílico (Funed); Furp-Ácido Acetilsalicílico (FURP); Grip-Stop (Ima); Hipotermal (Sanval); Iquego Ácido Acetilsalicílico (Iquego); Melhoral (DM); Salicetil (Brasterápica); Salicil (Ducto); Salicin (Greenpharma); Saliprin (Geolab); Salitil (cifarma); Somalgin (SigmaPharma)

Padrão para texto de Bula: Aspirina (Bayer)


IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO - ASPIRINA
Bayer S.A.
Aspirina®
ácido acetilsalicílico


FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - ASPIRINA

USO ADULTO E PEDIÁTRICO
USO ORAL

Aspirina® é apresentada na forma de comprimidos com 500 mg de ácido acetilsalicílico em embalagens de 20, 96 e 240 comprimidos.


COMPOSIÇÃO - ASPIRINA
Cada comprimido contém 500 mg de ácido acetilsalicílico .
Componentes inertes: amido e celulose .


INFORMAÇÕES AO PACIENTE - ASPIRINA

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Aspirina® contém a substância ativa ácido acetilsalicílico, do grupo de substâncias antiinflamatórias não- esteróides, eficazes no alívio de dor, febre1 e inflamação2.

O ácido acetilsalicílico inibe a formação excessiva de substâncias mensageiras da dor, as prostaglandinas, reduzindo assim a sensibilidade à dor.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

Aspirina® é indicada para:

O alívio de dores de intensidade leve a moderada como dor de cabeça, dor de dente, dor de garganta, dor menstrual, dor muscular, dor nas articulações, dor nas costas, dor da artrite3 e o alívio sintomático da dor e da febre1 nos resfriados ou gripes.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

CONTRA- INDICAÇÕES
Não tome Aspirina® se:

· for alérgico ao ácido acetilsalicílico ou a salicilatos ou a qualquer dos ingredientes do medicamento. Se não tiver certeza de ser alérgico ao ácido acetilsalicílico, consulte o seu médico;

· tiver tendência para sangramentos;

· tiver úlceras4 do estômago5 ou do intestino;

· já tiver tido crise de asma6 induzida pela administração de salicilatos ou outras substâncias semelhantes;

· estiver em tratamento com metotrexato em doses iguais ou superiores a 15 mg por semana;

· estiver no último trimestre de gravidez7.

ADVERTÊNCIAS
Nos casos seguintes, Aspirina® só deve ser usada em caso de absoluta necessidade e sob cuidados especiais. Consulte um médico se alguma das situações abaixo for seu caso ou já se aplicou no passado. O uso de Aspirina® requer cuidados especiais, por exemplo doses mais baixas ou intervalo maior entre as doses e controle médico, nas seguintes situações:

· alérgico a outros analgésicos8, antiinflamatórios e anti- reumáticos ou presença de outras alergias;

· uso de medicamentos anticoagulantes; como heparina e derivados da cumarina;

· asma6 brônquica;

· distúrbios gástricos ou duodenais crônicos ou recorrentes e úlceras4 gastrintestinais;

· mau funcionamento do fígado9 ou dos rins10.

Gravidez7 e amamentação11

Você deve informar a seu médico caso se engravidar durante tratamento prolongado com Aspirina®.

Nos dois primeiros trimestres da gravidez7, você só deverá usar Aspirina® por recomendação médica em casos de absoluta necessidade. Você não deve tomar Aspirina® nos últimos três meses de gravidez7 por risco de complicações para a mãe e o bebê durante o parto.

Pequenas quantidades do ácido acetilsalicílico e de seus produtos de metabolismo12 passam para o leite materno. Como até o momento não se relatou nenhum efeito prejudicial para os bebês13, você não precisa parar de amamentar se usar Aspirina® para tratar a dor ou a febre1 nas doses recomendadas e por períodos curtos. Se, em casos excepcionais, houver necessidade de tratamento prolongado ou doses maiores (mais de 6 comprimidos por dia), você deve considerar a possibilidade de suspender a amamentação11.


Crianças

CRIANÇAS OU ADOLESCENTES NÃO DEVEM USAR ESTE MEDICAMENTO PARA CATAPORA OU SINTOMAS14 GRIPAIS ANTES QUE UM MÉDICO SEJA CONSULTADO SOBRE A SÍNDROME15 DE REYE, UMA DOENÇA RARA, MAS GRAVE, ASSOCIADA A ESTE MEDICAMENTO.

Em caso de doença febril, o aparecimento de vômito16 prolongado pode ser sinal17 de síndrome15 de Reye, uma doença que pode ser fatal, exigindo assistência médica imediata.

Este medicamento é indicado somente para crianças acima de 12 anos.

PRECAUÇÕES
Pacientes que sofrem de asma6, de rinite18 alérgica sazonal, de pólipos nasais ou de doenças crônicas do trato respiratório, principalmente se acompanhadas de sintomas14 de rinite18 alérgica sazonal, ou pacientes que sejam alérgicos a qualquer tipo de analgésico19/antiinflamatório ou anti- reumático, correm risco de sofrer crises de asma6 (asma6 por intolerância a analgésicos8). O mesmo se aplica a pacientes que apresentam alergias a outras substâncias como reações de pele, coceira e urticária20.

Aspirina® não deve ser usada por muito tempo ou em doses altas sem aconselhamento de um médico ou dentista. Analgésicos8 usados por longos períodos e em doses altas não recomendadas podem provocar dor de cabeça, que não deve ser tratada aumentando- se a dose do medicamento. Em geral, o uso habitual de analgésicos8, particularmente a combinação de vários ingredientes ativos analgésicos8, pode causar dano permanente nos rins10, com risco de causar insuficiência renal21 (nefropatia22 provocada por analgésicos8).

Condução de veículos e uso de máquinas

Aspirina® não afeta a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Uso de Aspirina® com outros medicamentos

Algumas substâncias podem ter seu efeito alterado se tomadas com Aspirina® ou que podem influenciar o seu efeito. Esses efeitos também podem ser relacionados com medicamentos tomados recentemente.

Aspirina® aumenta:

· o efeito de medicamentos anticoagulantes, como derivados de cumarina e heparina;

· o risco de hemorragia23 gastrintestinal se for tomada com álcool ou medicamentos que contenham cortisona ou seus derivados;

· o efeito de certos medicamentos usados para baixar a taxa de açúcar24 no sangue25 (sulfoniluréias26);

· os efeitos desejados e indesejados do metotrexato;

· os níveis sangüíneos de digoxina, barbitúricos e lítio;

· os efeitos desejados e indesejados de um grupo particular de medicamentos analgésicos8/antiinflamatórios e anti- reumáticos (não-esteróides);

· o efeito de sulfonamidas e suas associações;

· o efeito do ácido valpróico, um medicamento usado no tratamento de epilepsia27.

Aspirina® diminui a ação de:

· certos medicamentos que aumentam a excreção de urina28 (antagonistas de aldosterona e diuréticos29 de alça);

· medicamentos para baixar a pressão arterial;

· medicamentos para o tratamento da gota30, que aumentam a excreção de ácido úrico (por ex. probenecida, sulfimpirazona).

Portanto, Aspirina® não deverá ser usada sem orientação médica com uma das substâncias citadas acima.

Você deve evitar tomar bebidas alcoólicas durante o uso de Aspirina®.

INFORME AO MÉDICO OU CIRURGIÃO- DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS, SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO OU ESTIVER TOMANDO ASPIRINA® ANTES DE QUALQUER CIRURGIA.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

ASPECTO FÍSICO
Aspirina® é um comprimido redondo e branco.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS
Aspirina® é um comprimido com leve cheiro característico.

DOSAGEM
Adultos: recomendam- se 1 a 2 comprimidos, se necessário repetidos a cada 4 a 8 horas.

Não se deve tomar mais de 8 comprimidos por dia.

Crianças a partir de 12 anos: 1 comprimido, se necessário repetido a cada 4 a 8 horas. Não se deve administrar mais de 3 comprimidos por dia.

Em pacientes com mau funcionamento do fígado9 ou dos rins10, deve- se diminuir as doses ou aumentar o intervalo entre elas.

COMO USAR
Os comprimidos de Aspirina® devem ser tomados com líquido, se possível após a ingestão de alimentos.

Não tome Aspirina® com o estômago5 vazio.

Duração do tratamento

Aspirina® é indicado para o alívio de sintomas14 ocasionais. Não trate dor ou febre1 com Aspirina® por mais de 3 ou 4 dias sem consultar seu médico ou dentista.

SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR. NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS14, PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA OU DE SEU CIRURGIÃO- DENTISTA.

NÃO USE MEDICAMENTO COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR, OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Como qualquer medicamento, Aspirina® pode provocar os seguintes efeitos indesejáveis:

Efeitos comuns: dor de estômago5 e sangramento gastrintestinal leve (micro- hemorragias31).

Efeitos ocasionais: náuseas32, vômitos33 e diarréia34.

Casos raros: podem ocorrer sangramentos e úlceras4 do estômago5, reações alérgicas em que aparece dificuldade para respirar e reações na pele, principalmente em pacientes asmáticos e anemia35 após uso prolongado, devida a sangramento oculto no estômago5 ou intestino.

Casos isolados: podem ocorrer alterações da função do fígado9 e dos rins10, queda do nível de açúcar24 no sangue25 e reações cutâneas graves.

Doses baixas de ácido acetilsalicílico reduzem a excreção de ácido úrico e isso pode desencadear ataque de gota30 em pacientes susceptíveis.

O uso prolongado pode causar distúrbios do sistema nervoso36 central, como dores de cabeça, tonturas37, zumbidos, alterações da visão, sonolência ou anemia35 devida a deficiência de ferro.

Se ocorrer qualquer uma dessas reações indesejáveis ou ao primeiro sinal17 de alergia38, você deve parar de tomar Aspirina®. Informe o médico, que decidirá quais medidas devem ser adotadas.

Se notar fezes pretas, informe o médico imediatamente, pois é sinal17 de séria hemorragia23 no estômago5.


O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?

Se alguém tomar uma dose muito grande, poderão ocorrer efeitos indesejáveis, como tontura39 e zumbido, sobretudo em crianças e idosos. Esses sintomas14 podem indicar envenenamento grave.

No caso de superdose, contate seu médico, que decidirá sobre as medidas necessárias de acordo com a gravidade da intoxicação. Se possível, leve a embalagem com os comprimidos.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Os comprimidos devem ser guardados na embalagem original, em temperatura ambiente (15- 30°C). Os comprimidos devem ser protegidos da umidade; portanto, só devem ser retirados da embalagem na hora de tomar.


TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE - ASPIRINA
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS - ASPIRINA

O ácido acetilsalicílico pertence ao grupo de fármacos antiinflamatórios não- esteróides, com propriedades analgésicas, antipiréticas e antiinflamatórias. Seu mecanismo de ação baseia-se na inibição irreversível da enzima40 ciclooxigenase, envolvida na síntese das prostaglandinas.

O ácido acetilsalicílico é usado em doses orais de 0,3 a 1 g para o alívio da dor e nas afecções febris menores, tais como resfriados e gripes, para redução da temperatura e alívio das dores musculares e das articulações.

Também é usado nos distúrbios inflamatórios agudos e crônicos, tais como artrite reumatóide41, osteoartrite42 e espondilite anquilosante. Nessas afecções usam- se em geral doses altas, no total de 4 a 8 g diários, em doses divididas.

O ácido acetilsalicílico também inibe a agregação plaquetária, bloqueando a síntese do tromboxano A2 nas plaquetas43. Por esta razão, é usado em várias indicações relativas ao sistema vascular44, geralmente em doses diárias de 75 a 300 mg.


PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS - ASPIRINA

Após a administração oral, o ácido acetilsalicílico é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Durante e após a absorção, o ácido acetilsalicílico é convertido em ácido salicílico, seu principal metabólito ativo. Os níveis plasmáticos máximos de ácido acetilsalicílico são atingidos após 10 a 20 minutos e os de ácido salicílico após 0,3 a 2 horas.

Tanto o ácido acetilsalicílico como o ácido salicílico ligam- se amplamente às proteínas45 plasmáticas e são rapidamente distribuídos a todas as partes do organismo. O ácido salicílico aparece no leite materno e atravessa a placenta.

O ácido salicílico é eliminado principalmente por metabolismo12 hepático; os metabólitos incluem o ácido salicilúrico, o glicuronídeo salicilfenólico, o glicuronídeo salicilacílico, o ácido gentísico e o ácido gentisúrico.

A cinética da eliminação do ácido salicílico depende da dose, uma vez que o metabolismo12 é limitado pela capacidade das enzimas hepáticas. Desse modo, a meia- vida de eliminação varia de 2 a 3 horas após doses baixas, até cerca de 15 horas com doses altas. O ácido salicílico e seus metabólitos são excretados principalmente por via renal46.


DADOS DE SEGURANÇA PRÉ-CLÍNICOS - ASPIRINA

O perfil de segurança pré- clínico do ácido acetilsalicílico está bem documentado. Nos testes com animais, os salicilatos causaram dano renal46 mas não causaram outras lesões orgânicas.

O ácido acetilsalicílico foi adequadamente testado quanto à mutagenicidade e carcinogenicidade; não foi observado nenhum indício relevante de potencial mutagênico ou carcinogênico.


RESULTADOS DE EFICÁCIA - ASPIRINA
O ácido acetilsalicílico vem sendo usado como analgésico19 e antipirético47 por centenas de milhares de pessoas desde a sua descoberta há mais de cem anos. A despeito da sua idade, o ácido acetilsalicílico ainda é o padrão para comparação e avaliação de novas substâncias e uma das drogas mais amplamente estudadas. Conseqüentemente, não é possível listar todas as pesquisas que provam sua eficácia clínica. As indicações incluem o alívio sintomático de dores leves a moderadas, como cefaléia48, dor de dente, dor de garganta relacionada a resfriados, dor nas costas, dores musculares e nas juntas; dismenorréia49 e também febre1 em resfriados comuns.Ref


INDICAÇÕES - ASPIRINA

· Para o alívio sintomático de cefaléia48, odontalgia, dor de garganta, dismenorréia49, mialgia50 ou artralgia51, lombalgia52 e dor artrítica de pequena intensidade.

· No resfriado comum ou na gripe53, para o alívio sintomático da dor e da febre1.


CONTRA-INDICAÇÕES - ASPIRINA
· Úlceras4 pépticas ativas.

· Diátese hemorrágica.

· Hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico, a outros salicilatos ou a qualquer outro componente da fórmula do produto.

· História de asma6 induzida pela administração de salicilatos ou substâncias com ação similar, principalmente fármacos antiinflamatórios não- esteróides.

· Combinação com metotrexato em dose de 15 mg/semana ou mais.

· Último trimestre de gravidez7.


MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO - ASPIRINA

Para uso oral. Tomar os comprimidos de preferência após as refeições, com bastante líquido. O produto deve ser mantido em condições de temperatura ambiente (15- 30°C), dentro da embalagem original.


POSOLOGIA - ASPIRINA
Adultos: 1 a 2 comprimidos. Se necessário, repetir a cada 4 a 8 horas, não excedendo 8 comprimidos por dia.

A partir de 12 anos: 1 comprimido. Se necessário, repetir a cada 4 a 8 horas, até 3 vezes por dia.

Tomar preferencialmente após as refeições.


ADVERTÊNCIAS - ASPIRINA

· Tratamento simultâneo com anticoagulantes.

· História de úlceras4 gastrintestinais, inclusive úlcera54 crônica ou recidivante, ou história de sangramentos gastrintestinais.

· Disfunção renal46.

· Disfunção hepática.

· Hipersensibilidade a fármacos antiinflamatórios ou anti- reumáticos, ou a outros alérgenos.

CRIANÇAS OU ADOLESCENTES NÃO DEVEM USAR ESTE MEDICAMENTO PARA CATAPORA OU SINTOMAS14 GRIPAIS ANTES QUE UM MÉDICO SEJA CONSULTADO SOBRE A SÍNDROME15 DE REYE, UMA DOENÇA RARA, MAS GRAVE, ASSOCIADA A ESTE MEDICAMENTO.

O ácido acetilsalicílico pode desencadear broncoespasmo55 e induzir ataques de asma6 ou outras reações de hipersensibilidade. Os fatores de risco são a presença de asma6 brônquica, febre do feno56, pólipos nasais ou doença respiratória crônica. Esse conceito aplica- se também aos pacientes que demonstram reações alérgicas (por exemplo reações cutâneas, prurido57 e urticária20) a outras substâncias.

Devido ao efeito de inibição da agregação plaquetária, o ácido acetilsalicílico pode levar ao aumento do sangramento durante e após intervenções cirúrgicas (inclusive cirurgias de pequeno porte, como as extrações dentárias).

Em doses baixas, o ácido acetilsalicílico reduz a excreção do ácido úrico. Essa redução pode desencadear gota30 em pacientes com tendência a excreção diminuída de ácido úrico.

Gravidez7 e lactação58

Gravidez7

Em alguns estudos epidemiológicos, o uso de salicilatos nos 3 primeiros meses de gravidez7 foi associado a risco elevado de malformações (fenda palatina, malformações cardíacas). Após doses terapêuticas normais, esse risco parece ser baixo: um estudo prospectivo com exposição de cerca de 32.000 pares mãe- filho não revelou nenhuma associação com um índice elevado de malformações.

Durante a gravidez7, os salicilatos devem ser tomados somente após rigorosa avaliação de risco- benefício.

Nos últimos 3 meses de gravidez7, a administração de salicilatos em altas doses (>300 mg por dia) pode levar a um prolongamento do período gestacional, a fechamento prematuro do ductus arteriosus e inibição das contrações uterinas. Observou- se uma tendência a aumento de hemorragia23 tanto na mãe como na criança.

A administração de ácido acetilsalicílico em altas doses (>300 mg por dia) pouco antes do nascimento pode conduzir a hemorragias31 intracranianas, particularmente em bebês13 prematuros.

Lactação58

Os salicilatos e seus metabólitos passam para o leite materno em pequenas quantidades. Como não foram observados até o momento efeitos adversos no lactente59 após uso eventual, em geral é desnecessária a interrupção da amamentação11. Entretanto, com o uso regular ou ingestões de altas doses, a amamentação11 deve ser descontinuada precocemente.

Capacidade para dirigir veículos e usar máquinas

Não se observaram efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.




USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO - ASPIRINA
Não há necessidade de recomendações especiais para o uso do produto em idosos, crianças ou pacientes de grupos de risco, desde que observadas as advertências, precauções e posologia mencionadas acima.


INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - ASPIRINA

Interações contra- indicadas:

Metotrexato em doses de 15 mg/semana ou mais:

Aumento da toxicidade hematológica do metotrexato (diminuição da depuração renal46 do metotrexato por agentes antiinflamatórios em geral e deslocamento do metotrexato de sua ligação na proteína plasmática pelos salicilatos).

Combinações que requerem precauções para o uso:

Metotrexato em doses inferiores a 15 mg/semana:

Aumento da toxicidade hematológica do metotrexato (diminuição da depuração renal46 do metotrexato por agentes antiinflamatórios em geral e deslocamento do metotrexato de sua ligação na proteína plasmática pelos salicilatos).

Anticoagulantes, por exemplo cumarina e heparina :

Aumento do risco de sangramento em razão da inibição da função plaquetária, dano à mucosa60 gastroduodenal e deslocamento dos anticoagulantes orais de seus locais de ligação com as proteínas45 plasmáticas.

Outros fármacos antiinflamatórios não- esteróides com salicilatos em altas doses (> ou = 3 g/dia):

Aumento do risco de úlceras4 e sangramento gastrintestinal devido a efeito sinérgico.

Uricosúricos como benzobromarona e probenecida:

Diminuição do efeito uricosúrico (competição na eliminação tubular renal46 do ácido úrico).

Digoxina :

Aumento das concentrações plasmáticas de digoxina em função da diminuição da excreção renal46.

Barbitúricos e lítio :

Aumento das concentrações plasmáticas de barbitúricos e lítio.

Antidiabéticos, p.ex. insulina61, sulfoniluréias26:

Aumento do efeito hipoglicêmico por altas doses do ácido acetilsalicílico via ação hipoglicêmica do ácido acetilsalicílico e deslocamento da sulfoniluréia de seu local de ligação nas proteínas45 plasmáticas.

Trombolíticos/ outros agentes antiplaquetários, p.ex. ticlopidina :

Aumento do risco de sangramento.

Sulfonamidas e suas associações:

Aumento do efeito de sulfonamidas e suas associações.

Diuréticos29 em combinação com ácido acetilsalicílico em doses de 3 g/dia ou mais:

Diminuição da filtração glomerular via síntese diminuída da prostaglandina renal46.

Glicocorticóides sistêmicos, exceto hidrocortisona usada como terapia de reposição na doença de Addison :

Diminuição dos níveis de salicilato plasmático durante tratamento com corticosteróide e risco de superdose de salicilato após interrupção do tratamento, por aumento da eliminação de salicilatos pelos corticosteróides.

Inibidores da enzima40 conversora de angiotensina (ECA):

Em doses de 3 g/dia e mais, diminuição da filtração glomerular por inibição das prostaglandinas vasodilatadoras. Além disso, diminuição do efeito anti- hipertensivo.

Ácido valpróico :

Aumento da toxicidade do ácido valpróico devido ao deslocamento dos locais de ligação com as proteínas45.

Álcool:

Aumento do dano à mucosa60 gastrintestinal e prolongamento do tempo de sangramento devido a efeitos aditivos do ácido acetilsalicílico e do álcool.


REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS - ASPIRINA
Efeitos gastrintestinais:

Dor abdominal, azia, náusea62, vômito16.

Hemorragia23 gastrintestinal oculta ou evidente (hematêmese63, melena64) que pode causar anemia35 por deficiência de ferro. Esse tipo de sangramento é mais comum quando a posologia é maior.

Úlcera54 e perfuração gastroduodenal.

Foram descritos casos isolados de perturbações da função hepática (aumento da transaminase).

Efeitos sobre o sistema nervoso36 central :

Tontura39 e zumbido, que geralmente indicam superdose.

Efeitos hematológicos:

Devido ao efeito sobre a agregação plaquetária, o ácido acetilsalicílico pode ser associado com aumento do risco de sangramento.

Reações de hipersensibilidade :

Por exemplo urticária20, reações cutâneas, reações anafiláticas65, asma6 e edema66 de Quincke.


SUPERDOSE - ASPIRINA

A intoxicação em idosos e sobretudo em crianças pequenas (superdose terapêutica ou envenenamento acidental, que é freqüente) deve ser temida, pois pode ser fatal.

Sintomatologia:

Intoxicação moderada:

Zumbido, sensação de perda da audição, dor de cabeça, vertigem67 e confusão mental. Esses sintomas14 podem ser controlados com a redução da posologia.

Intoxicação grave:

Febre1, hiperventilação, cetose, alcalose68 respiratória, acidose69 metabólica, coma70, choque71 cardiovascular, insuficiência respiratória72, hipoglicemia73 acentuada.

Tratamento de emergência:

Transferência imediata a uma unidade hospitalar especializada;

Lavagem gástrica74, administração de carvão ativado, controle do equilíbrio ácido- base.

Diurese75 alcalina para obter um pH da urina28 entre 7,5 e 8. Deve- se considerar diurese75 alcalina forçada quando a concentração de salicilato no plasma76 for maior que 500 mg/litro (3,6 mmol/litro) em adultos ou 300 mg/litro (2,2 mmol/litro) em crianças.

Possibilidade de hemodiálise77 em intoxicação grave.

Perdas líquidas devem ser repostas.

Tratamento sintomático.


ARMAZENAGEM - ASPIRINA
Conservar os comprimidos na sua embalagem original, em temperatura ambiente, entre 15- 30°C. Proteger da umidade.


DIZERES LEGAIS - ASPIRINA

Registro M.S.: 1.0429.0002.028- 0
Registro M.S.: 1.0429.0002.030- 2
Registro M.S.: 1.0429.0002.048- 3
Farmacêutico(a) responsável: Shidue Ishitani - CRF/SP-5683


Fabricado por Bayer S.A.

Rua Domingos Jorge, 1.000 - São Paulo, SP

CNPJ 14.372.981/0001- 02 - Indústria Brasileira

Atendimento ao Consumidor: 0800- 121010

VENDA SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA

Lote, datas de fabricação e validade: vide cartucho.

Data da última atualização dessa bula: 30/08/2004




ASPIRINA - Laboratório

BAYER

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