CALCORT

Composição - CALCORT
comprimidos 6 mg e 30 mg: cada comprimidocontém respectivamente: deflazacort 6 mg e 30 mg.


Posologia e Administração - CALCORT
a dose necessária é variável e deve ser individualizada de acordo com a doença a ser tratada e a resposta do paciente. Adultos: dose inicial: 6 a 90 mg/dia, dependendo da gravidade dos sintomas1. Em doenças menos graves, doses mais baixas podem ser suficientes, enquanto que as graves podem requerer doses maiores. A dose inicial deve ser mantida ou ajustada até a obtenção de uma resposta clínica satisfatória. Se esta não ocorrer, o tratamento deve ser interrompido e substituído por outro. Depois de se alcançar uma resposta inicial favorável, a dose de manutenção adequada deve ser determinada pela diminuição da dose inicial em pequenas frações até alcançar a menor dose capaz de manter uma resposta clínica adequada. Manutenção: os pacientes devem ser controlados cuidadosamente, identificando os sinais2 e sintomas1 que possam indicar a necessidade de se ajustar a dose, incluindo alterações no quadro clínico resultante da remissão ou exacerbação da doença, resposta individual à droga e efeitos do estresse (por ex.: cirurgia, infecção3, traumatismo4). Durante o estresse, pode ser necessário aumentar temporariamente a dose. Superdosagem: na superdosagem aguda, recomenda- se tratamento de suporte sintomático. A DL 50 oral e maior que 4000 mg/kg em animais de laboratório.


Precauções - CALCORT
pacientes em tratamento ou que se submeterão a tratamento com glicocorticóides e que comprovadamente estão submetidos a um estresse não habitual, podem necessitar de uma dose maior antes, durante e depois da condição estressante. Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais2 das infecções ou podem aparecer novas infecções durante o seu uso. Pacientes com infecções ativas (virais, bacterianas ou micóticas) devem ser cuidadosamente controlados. Em pacientes com tuberculose5 ativa ou latente, a terapia deve limitar- se aos casos nos quais deflazacort é utilizado conjuntamente com o tratamento antiturberculoso adequado. O uso prolongado de glicocorticóides pode produzir catarata6 posterior subcapsular ou glaucoma7. Durante o tratamento com glicocorticóides, os pacientes não devem receber imunizações, especialmente em altas doses, devido à possibilidade de disseminação de vacinas vivas (ex.: antivariólica) e/ou falha na resposta de anticorpos8. A supressão da função hipotálamo-hipófise9-adrenal induzida por glicocorticóides e dependente da dose e duração do tratamento. O restabelecimento ocorre gradualmente após redução da dose e interrupção do tratamento. Entretanto, uma relativa insuficiência10 pode persistir por alguns meses depois da suspensão do tratamento; portanto, em qualquer situação estressante, o tratamento deve ser reinstituído. Considerando que a secreção mineralocorticóide pode estar prejudicada, deve-se administrar concomitantemente sais e/ou mineralocorticóides. Após terapia prolongada, a retirada de glicocorticóides deve ser lenta e gradual para evitar a síndrome11 da retirada: febre12, mialgia13, artralgia14 e mal-estar geral. Isso também pode ocorrer em pacientes sem evidência de insuficiência10 adrenal. O uso de Calcort requer cuidados especiais nas seguintes condições clínicas: cardiomiopatias ou insuficiência cardíaca congestiva15 (devido ao aumento da retenção de água), hipertensão16, manifestações tromboembólicas. Os glicocorticóides podem causar retenção de sal e água e aumento da excreção de potássio. Pode ser necessário adotar uma dieta com suplementação de potássio e restrição de sal. Gastrite17 ou esofagite18, diverticulite19, colite20 ulcerativa, anastomose intestinal recente, úlcera péptica21 ativa ou latente. Diabetes mellitus22, osteoporose23, miastenia24 grave, insuficiência renal25. Instabilidade emocional ou tendências psicóticas, epilepsia26. Hipotireoidismo27 e cirrose28 (condições que podem aumentar os efeitos dos glicocorticóides). Herpes simplex ocular devido à possível perfuração da córnea. O uso pediátrico prolongado pode suprimir o crescimento e o desenvolvimento. Considerando que as complicações do tratamento com glicocorticóides são dependentes da dose e duração do tratamento, deve-se definir a dose, duração do tratamento, bem como o tipo de terapia (diária ou intermitente) baseado na relação risco-benefício para cada paciente. Interações medicamentosas: embora não tenham sido detectadas interações medicamentosas durante as investigações clínicas, deve-se tomar os mesmos cuidados que para outros glicocorticóides (por exemplo, pode ocorrer diminuição dos níveis de salicilato, aumento do risco de hipocalemia com o uso concomitante com digitálicos ou diuréticos29, anticolinesterásicos, substâncias que alteram o metabolismo30 dos glicocorticóides como: rifampicina, barbituratos e difenilhidantoína). A eritromicina e os estrógenos podem aumentar o efeito dos corticosteróides. Os corticóides podem alterar os efeitos dos anticoagulantes do tipo cumarínico.


Reações adversas - CALCORT
os glicocorticóides causam reações adversas, as quais são relacionadas com a dose e duração do tratamento: aumento da suscetibilidade às infecções, efeitos gastrintestinais (dispepsia31, ulceração péptica, perfuração da úlcera péptica21, hemorragia32 e pancreatite33 aguda, especialmente em crianças); alterações do equilíbrio hidreletrolítico, balanço negativo do nitrogênio, fraqueza musculoesquelética (miopatia e fraturas), fragilidade e afinamento da pele, atraso no processo de cicatrização, acne34, alterações neuropsíquicas (cefaléia35, vertigem36, euforia, insônia, agitação, depressão, hipertensão16 endocraniana, convulsões, pseudotumor cerebral em crianças), reações oftálmicas (catarata6 posterior subcapsular, aumento da pressão intra- ocular), supressão da função hipotalâmica-hipófise9-adrenal, alterações corporais (distribuição cushingóide, aumento de peso e cara de lua cheia), hirsutismo37, amenorréia38, diabetes mellitus22, diminuição do crescimento em crianças e raros casos de reações alérgicas. Tem-se evidenciado uma maior incidência39 de reações adversas a nível ósseo e do metabolismo30 dos carboidratos com Calcort quando comparado a outros glicocorticóides.


Contra-Indicações - CALCORT
em pacientes com hipersensibilidade ao deflazacort ou a qualquer um dos componentes da fórmula. - Uso durante a gravidez40 ou lactação41: não existem estudos adequados de reprodução humana com glicocorticóides. O uso durante a gravidez40 e lactação41 deve ser feito somente quando os benefícios superarem os riscos potenciais de seu uso. Crianças cujas mães receberam glicocorticóides durante a gravidez40 devem ser cuidadosamente observadas em relação a possíveis sinais2 de hipoadrenalismo. Os glicocorticóides são excretados no leite materno e podem causar supressão do crescimento e hipoadrenalismo nos lactentes42, portanto, mães tratadas com glicocorticóides devem ser advertidas para que não amamentem.


Indicações - CALCORT
Calcort é um glicocorticóide com propriedades antiinflamatórias e imunossupressoras indicado para o tratamento de: doenças reumáticas: artrite reumatóide43, artrite44 psoriásica, espondilite anquilosante, artrite44 gotosa aguda, osteoartrite45 pós- traumática, sinovite por osteoartrite45, bursite aguda e subaguda, tenossinovite aguda não específica, epicondilite. Doenças do tecido46 conjuntivo: lúpus eritematoso sistêmico, dermatomiosite sistêmica (polimiosite), cardite reumática aguda, polimialgia reumática, poliarterite nodosa, arterite temporal, granulomatose de Wegener. Doenças dermatológicas: pênfigo, dermatite47 herpetiforme bolhosa, eritema multiforme48 grave (síndrome de Stevens-Johnson49), dermatite47 esfoliativa, micose50 fungóide, psoríase51 grave, dermatite47 seborréica grave. Estados alérgicos: controle de reações alérgicas graves ou incapacitantes que não respondem a drogas não esteroidais, rinite52 alérgica sazonal ou perene, asma53 brônquica, dermatite47 de contato, dermatite47 atópica, doença do soro54, reações de hipersensibilidade a drogas. Doenças respiratórias: sarcoidose sistêmica, síndrome11 de Loeffler, sarcoidose, pneumonia55 alérgica ou por aspiração, fibrose pulmonar idiopática. Doenças oculares: inflamação56 da córnea, uveíte posterior difusa e coroidite, oftalmia simpática, conjuntivite57 alérgica, ceratite, coriorretinite, neurite58 óptica, irite e iridociclite, herpes-zoster59 ocular. Distúrbios hematológicos: púrpura trombocitopenica idiopática, trombocitopenia60 secundária, anemia hemolítica61 auto-imune, eritroblastopenia, anemia62 hipoplastica congênita (eritróide). Doenças gastrintestinais: colite20 ulcerativa, enterite regional, hepatite63 crônica. Doenças neoplásicas: leucemia64, linfomas, mieloma65 múltiplo. Doenças neurológicas: esclerose múltipla66 em exacerbação. Doenças renais: síndrome nefrótica67. Doenças endócrinas: insuficiência10 supra-renal68 primária ou secundária (a hidrocortisona ou cortisona são as drogas de escolha; Calcort, devido aos seus poucos efeitos mineralocorticóides, deve ser usado em conjunto com um mineralocorticóide), hiperplasia69 supra-renal68 congênita, tireoidite não supurativa. Devido à propriedade protetora dos ossos, Calcort pode ser a droga de escolha para pessoas que necessitam de tratamento com glicocorticóides, especialmente aqueles que apresentam maior risco de osteoporose23. Seus reduzidos efeitos diabetogênicos tornam Calcort o glicocorticóide sistêmico de escolha em pacientes diabéticos e pré-diabéticos.


Apresentação - CALCORT
comprimidos 6 mg: caixas com 20. Comprimidos 30 mg: caixas com 10.





CALCORT - Laboratório

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