DIPROSPAN

DIPROSPAN
DIPROPIONATO DE BETAMETASONA
FOSFATO DISSÓDICO DE BETAMETASONA



FORMA FARMACÊUTICA - DIPROSPAN
Cada ml de DIPROSPAN Injetável contém 5 mg de betametasona como dipropionato e 2 mg de betametasona como fosfato dissódico, em veículo estéril. Componentes inativos: fosfato dissódico anidro, cloreto de sódio, EDTA dissódico, polissorbato 80, álcool benzílico, metilparabeno, propilparabeno, carboximetilcelulose sódica, polietilenoglicol, água destilada.

USO ADULTO OU PEDIÁTRICO PARA ADMINISTRAÇÃO INTRAMUSCULAR, INTRA- ARTICULAR, PERIARTICULAR, INTRABÚRSICA, INTRADÉRMICA, INTRALESIONAL E EM TECIDOS MOLES



APRESENTAÇÕES - DIPROSPAN

DIPROSPAN é apresentado em embalagem com 1 ampola e seringa1 descartável esterilizada. DIPROSPAN é apresentado também em embalagem com 6 ampolas.
DIPROSPAN conjunto HYPAK descartável é apresentado em embalagem com blíster contendo: seringa1 com o produto Diprospan e êmbolo de borracha esterilizados, agulha esterilizada e haste plástica.


INFORMAÇÃO AO PACIENTE - DIPROSPAN
DIPROSPAN Injetável é uma associação de ésteres de betametasona que produz efeitos antiinflamatórios, antialérgicos e anti- reumáticos.

DIPROSPAN Injetável deve ser conservado em temperatura entre 2°C e 25°C, protegido da luz. Não congelar.
O prazo de validade de DIPROSPAN Injetável é de 24 meses e o de DIPROSPAN conjunto HYPAK descartável é de 18 meses e encontra- se gravado em sua embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez2 na vigência do tratamento ou após o seu término.
Informar ao médico se está amamentando.
Este produto só poderá ser injetado por via intramuscular profunda na região glútea usando exclusivamente agulha calibre 30/7.

Agite antes de usar

Técnica estritamente asséptica é mandatória com o uso de DIPROSPAN Injetável.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis como alterações osteomusculares, gastrintestinais, dermatológicas, neurológicas, psiquiátrias, hiper ou hipo- pigmentação, atrofia3 cutânea e subcutânea, abscessos estéreis, rubor local pós-injeção4 (após uso intra-articular).

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

DIPROSPAN Injetável não está indicado para uso endovenoso ou subcutâneo.

Como com outros corticóides, DIPROSPAN Injetável está contra- indicado em pacientes com infecções sistêmicas por fungos, em pacientes hipersensíveis ao dipropionato de betametasona, fosfato dissódico de betametasona, outros corticóides ou a qualquer um dos componentes de sua fórmula.

Corticosteróides devem ser usados com cautela em pacientes com colite5 ulcerativa não específica, se houver uma possibilidade de perfuração iminente, abscesso6 ou outra infecção7 piogênica; diverticulite8; anastomose intestinal recente; úlcera péptica9 ativa ou latente; insuficiência renal10, hipertensão11; osteoporose12 e miastenia13 gravis.

Após a administração intra- articular, deverão ser tomadas precauções pelo paciente para evitar o uso excessivo da articulação na qual foi obtido beneficio sintomático.

Enquanto em tratamento com corticosteróide os pacientes não deverão ser vacinados contra varíola. Outros procedimentos de imunização14 não deverão ser tomados em pacientes recebendo corticóides, especialmente em altas doses.

O crescimento e desenvolvimento de crianças fazendo uso de tratamento prolongado com corticóides deverão ser acompanhados cuidadosamente.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.
INFORMAÇÃO TÉCNICADIPROSPAN Injetável é uma associação de ésteres de betametasona que produz efeitos antiinflamatório, antialérgico e anti- reumático. A atividade terapêutica imediata e fornecida pelo éster solúvel fosfato dissódico de betametasona, o qual é rapidamente absorvido após a injeção4. A atividade prolongada é promovida pelo dipropionato de betametasona, que por ser de absorção lenta, controla os sintomas15 durante um longo período. O tamanho reduzido do cristal de dipropionato de betametasona permite o uso de agulha de fino calibre (até calibre 26) para administração intradérmica e intralesional.

DIPROSPAN Injetável é uma suspensão aquosa injetável estéril de dipropionato de betametasona e fosfato dissódico de betametasona. Cada ml de DIPROSPAN Injetável contém 5 mg de betametasona como dipropionato e 2 mg de betametasona como fosfato dissódico, em veículo estéril tamponado e conservado.

Os glicocorticóides como a betametasona, causam profundos e variados efeitos metabólicos e modificam a resposta imune do organismo a diversos estímulos. A betametasona possui uma grande atividade glicocorticóide e uma pequena atividade mineralocorticóide.




INDICAÇÕES - DIPROSPAN

DIPROSPAN Injetável está indicado para o tratamento de doenças agudas e crônicas responsivas aos corticóides, tais como:Alterações osteomusculares e de tecidos moles - artrite reumatóide16, osteoartrite17, bursite, espondilite anquilosante, epicondilite, radiculite18, coccidinia, ciática, lumbago, torcicolo19, cisto ganglionar, exostose, fascite.

Condições alérgicas - asma20 brônquica crônica (incluindo terapia adjuvante para o estado de mal asmático), febre do feno21, edema angioneurótico22, bronquite alérgica, rinite23 alérgica sazonal ou perene, reações medicamentosas, doença do sono, picadas de insetos.

Condições dermatológicas - dermatite24 atópica (eczema25 numular), neurodermatite (líquen simples circunscrito), dermatite24 de contato, dermatite24 solar grave, urticária26, líquen plano hipertrófico, necrobiose lipoídica diabética, alopécia27 areata, lupus eritematoso discóide, psoríase28, quelóides, pênfigo, dermatite24 herpetiforme, acne29 cística.

Colagenoses - lúpus eritematoso sistêmico, esclerodermia, dermatomiosite, periarterite nodosa.

Neoplasias - para o tratamento paliativo de leucemias e linfomas em adultos, leucemia30 aguda da infância.

Outras condições - síndrome31 adrenogenital, colite5 ulcerativa, ileíte regional, espru, afecções dos pés (bursite sob heloma duro, hallux rigidus, 5o dedo varo), afecções necessitando de injeções subconjuntivais, discrasias sangüíneas32 que respondem aos corticosteróides, nefrite33 e síndrome nefrótica34.

A insuficiência35 adrenocortical primária ou secundária poderá ser tratada com DIPROSPAN Injetável mas deverá ser suplementada com mineralocorticóides.

DIPROSPAN Injetável é recomendado para: 1) injeções intramusculares em doenças que respondem aos corticóides sistêmicos; 2) injeções diretamente nos tecidos moles afetados, quando indicado; 3) injeções intra- articulares e periarticulares em distúrbios (afecções articulares); 4) injeção4 intralesional em várias condições dermatológicas e 5) injeção4 local em certas alterações inflamatórias e císticas do pé.


CONTRA-INDICAÇÕES - DIPROSPAN

Como com outros corticóides, DIPROSPAN Injetável está contra- indicado em pacientes com infecções sistêmicas por fungos, em pacientes com hipersensibilidade ao dipropionato de betametasona, fosfato dissódico de betametasona, outros corticosteróides ou a qualquer um de seus componentes da fórmula.

DIPROSPAN Injetável não deverá ser administrado por via intramuscular a pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática.


PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS - DIPROSPAN

O tratamento com hormônio36 corticosteróide é um coadjuvante e não substitui a terapêutica convencional.

DIPROSPAN Injetável NÃO deverá ser usado por via endovenosa ou subcutânea. Técnica estritamente asséptica é mandatória com o uso de DIPROSPAN Injetável. Reajustes posológicos poderão ser necessários para remissões ou exacerbações do processo posológico, conforme a resposta individual de cada paciente sob tratamento e quando ocorrer exposição do paciente a situações de estresse, isto é, infecção7 grave, cirurgia ou traumatismo37. Após o término de um tratamento prolongado com corticóides em altas doses, poderá ser necessária monitorização por até um ano.

Insuficiência35 adrenocortical secundária induzida pelo medicamento, pode resultar da retirada muito rápida do corticóide, e poderá ser minimizada pela redução gradual da dose.

A menor dose possível de corticóide deverá ser usada para controlar a condição sob tratamento. Quando a redução da dose for possível, deverá ser gradual. Uma vez que as complicações do tratamento com os glicocorticóides são dependentes da dose e da duração do tratamento, uma decisão em termos de risco/benefício deve ser tomada para cada paciente individualmente.

DIPROSPAN Injetável contém dois ésteres de betametasona, um dos quais, fosfato dissódico de betametasona, desaparece rapidamente do local da injeção4. O potencial para efeitos sistêmicos produzidos por esta porção solúvel de DIPROSPAN Injetável deverá ser considerada pelo médico ao usar este preparado.

Os efeitos dos corticóides estão aumentados em pacientes com hipotireoidismo38 e naqueles com cirrose39.

Aconselha- se cautela ao se usar corticóides em pacientes com herpes simples ocular.

Os corticóides podem agravar uma instabilidade emocional ou tendências psicóticas pré- existentes.

A aspirina deverá ser usada com cautela associada a corticóides em pacientes com hipoprotrombinemia.

Corticóides deverão ser usados com cautela em colite5 ulcerativa não- específica, quando houver probabilidade de perfuração iminente, abscesso6 ou outra infecção7 piogênica; diverticulite8; anastomose intestinal recente; úlcera péptica9 ativa ou latente; insuficiência renal10; hipertensão11; osteoporose12 e miastenia13 gravis.

Visto que as complicações do tratamento com corticosteróides são dependentes da dose e duração do tratamento, uma decisão baseada na relação risco/benefício deverá ser tomada para cada caso individual.

Os corticosteróides podem mascarar sinais40 de infecção7, e novas infecções podem surgir durante o seu uso. Quando os corticosteróides são usados, pode ocorrer uma diminuição da resistência e uma dificuldade de localizar o sítio de uma nova infecção7.

O uso prolongado de corticosteróides pode produzir catarata41 subcapsular posterior, especialmente em crianças, glaucoma42 com possível dano ao nervo óptico, podendo aumentar a incidência43 de infecções oculares secundárias devidas a fungos ou vírus44.

Elevação da pressão arterial e retenção hidrossalina, assim como um aumento da excreção de potássio, ocorrem com menos freqüência com os derivados sintéticos, exceto quando usados em altas doses. Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio. Enquanto em tratamento com corticóides, os pacientes não deverão ser vacinados contra a varíola. Outros procedimentos de imunização14 não deverão ser realizados em pacientes recebendo corticosteróides, principalmente em altas doses. Quando o corticosteróide estiver sendo utilizado como terapia de reposição (por exemplo Doença de Adison) os procedimentos de imunização14 podem ser realizados normalmente. Pacientes em uso de doses imunossupressoras que entrem em contato com pessoas portadoras de varicela45 ou sarampo46 devem procurar orientação médica., principalmente crianças.

O tratamento com corticosteróides em tuberculose47 ativa deverá ser restrito aos casos de tuberculose47 fulminante ou disseminada, nos quais o corticosteróide é usado em associação com um esquema antituberculoso apropriado.

Se os corticóides são indicados em pacientes com tuberculose47 latente, se faz necessária uma observação cuidadosa. Durante tratamento prolongado estes pacientes deverão receber quimioprofilaxia. O uso de rifampicina no programa de quimioprofilaxia, devido a seu efeito de estimulação do clearance dos glicocorticóides, pode impor um reajuste na dose empregada.

O crescimento e desenvolvimento de crianças e lactentes48 fazendo uso prolongado de corticóides, deverão ser acompanhados cuidadosamente.

O tratamento com corticosteróides pode alterar a motilidade e o número de espermatozóides49.

Devido a ocorrência de raros casos de reações anafiláticas50 e com o uso parenteral de corticóides, deverão ser tomadas medidas apropriadas de precaução antes da administração, especialmente se o paciente apresenta uma história de alergia51 medicamentosa.

Com o tratamento prolongado, deverá ser considerada a transferência da administração parenteral para oral, depois da avaliação dos potenciais benefícios e riscos.

A administração intra- articular e/ou intralesional pode produzir efeitos sistêmicos e locais. Isto deverá ser levado em consideração em pacientes sendo tratados concomitantemente com corticosteróides oral e/ou parenteral. É necessário o exame do líquido sinovial para excluir um processo infeccioso. Evitar a injeção4 local em uma articulação previamente infectada. O aumento da dor e do edema52 local, restrição maior dos movimentos articulares, febre53 e mal-estar são sugestivos de artrite54 séptica. Se a infecção7 for confirmada, deverá ser instituída terapia antimicrobiana apropriada.

Corticosteróides não deverão ser injetados em articulações não estáveis, áreas infectadas ou espaços intervertebrais. Injeções repetidas em articulações com osteoartrite17 podem aumentar a destruição articular. Evitar injetar corticosteróides diretamente nos tendões. Técnica estritamente asséptica é mandatória.

Em seguida a terapia corticóide intra- articular, o paciente deverá ser alertado quanto a evitar o uso excessivo da articulação na qual foi obtido benefício sintomático.

A administração intramuscular de corticóides deverá ser feita profundamente em grandes massas musculares para evitar atrofia3 tissular local.

As injeções intralesionais e em tecidos moles podem produzir efeitos sistêmicos e locais.

Uso durante a gravidez2 e lactação55

O uso de corticosteróides durante a gestação, em mulheres lactantes56 e em idade fértil exige que os possíveis benefícios do fármaco sejam pesados contra os potenciais riscos para a mãe, feto e lactente57. Crianças nascidas de mães que receberam doses substanciais de corticóides durante a gestação deverão ser observadas cuidadosamente para detecção de sinais40 de hipoadrenalismo.




INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - DIPROSPAN
O uso concomitante de fenobarbital, rifampicina, fenitoína ou efedrina pode aumentar o metabolismo58 do corticosteróide, reduzindo assim, seus efeitos terapêuticos.

Efeitos corticosteróides excessivos podem ocorrer em pacientes recebendo corticosteróides e estrogênios ao mesmo tempo.

O uso concomitante de corticosteróides com diuréticos59 depletores de potássio pode aumentar a hipocalemia.

O uso concomitante de corticóides com glicosídeos cardíacos pode aumentar a possibilidade de arritmias ou intoxicação digitálica associadas a hipocalemia.

Os corticóides podem aumentar a depleção de potássio causada pela anfotericina B. Em todos os pacientes em uso de digitálicos, diuréticos59 depletores de potássio e anfotericina B a determinação dos eletrólitos séricos deverá ser acompanhada de perto.

O uso concomitante de corticosteróides com anticoagulantes cumarínicos pode aumentar ou diminuir os efeitos anticoagulantes, havendo necessidade de reajustes posológicos.

Os efeitos combinados de antiinflamatórios não esteróides ou álcool com corticóides pode resultar em um aumento da ocorrência ou da severidade de ulcerações gastrointestinais.

Os corticosteróides podem diminuir as concentrações sangüíneas dos salicilatos. O ácido acetilsalicílico deve ser utilizado com cuidado em associação aos corticosteróides em pacientes com hipoprotrombinemia. Quando os corticosteróides são administrados a diabéticos, poderão ser necessários reajustes posológicos dos hipoglicemiantes60 e insulina61.

Terapia concomitante com glicocorticóides pode inibir a resposta a somatotropina.




REAÇÕES ADVERSAS - DIPROSPAN

Reações adversas ao DIPROSPAN Injetável, como aos demais corticosteróides, estão relacionadas com a posologia e com a duração de tratamento. Geralmente estas reações podem reverter- se ou reduzir-se ao mínimo com a redução da posologia, o que é geralmente preferível à suspensão do tratamento farmacológico.

Embora a incidência43 de reações adversas ao DIPROSPAN Injetável seja baixa, a possível ocorrência de efeitos colaterais conhecidos dos corticóides deverá ser considerada: alterações hidroeletrolíticas (retenção de sódio, perda de potássio, alcalose62 hipocalêmica, retenção de líquidos, insuficiência cardíaca congestiva63 em pacientes susceptíveis, hipertensão11), osteomusculares (fraqueza muscular, miopatia, perda de massa muscular, agravamento dos sintomas15 na miastenia13 gravis; osteoporose12; fraturas ; necrose64 asséptica da cabeça do fêmur65 e do úmero66, fratura67 patológica dos ossos longos68; rotura de tendão; instabilidade articular decorrente de repetidas injeções intra- articulares), gastrintestinais (úlcera péptica9 com possível perfuração e hemorragia69; pancreatite70; distenção abdominal, esofagite71 ulcerativa), dermatológicas (comprometimento de cicatrização dos tecidos; atrofia3 cutânea; adelgaçamento cutâneo; petéquias e equimoses; eritema72 facial; aumento da sudorese73; diminuição ou supressão da reação aos testes cutâneos; reações como dermatite24 alérgica; urticária26, edema angioneurótico22), neurológicas (convulsões; aumento da pressão intracraniana com edema52 de papila (pseudotumor cerebral) usualmente depois de tratamento; vertigem74; cefaléia75, endócrinas (irregularidades menstruais; desenvolvimento de Síndrome31 de Cushing; supressão do crescimento na infância e no período intrauterino; falta de resposta adrenocortical e pituitária, particularmente em períodos de stress, como trauma, cirurgias ou doenças; diminuição da tolerância aos carboidratos, manifestações clínicas de diabetes76 latente, aumento das necessidades diárias de insulina61 ou agentes hipoglicemiantes orais77), oftálmicas (catarata41 subcapsular posterior; aumento da pressão intraocular; glaucoma42; exoftalmia), metabólicas (balanço nitrogenado negativo devido ao catabolismo78 proteico) e distúrbios psiquiátricos (euforia; alteração de humor; depressão severa até manifestações psicóticas fracas; mudanças de personalidade, insônia). Outras: reações anafiláticas50, hipersensibilidade, hipotensão79 e choque80.

As reações adversas estão relacionadas com a dose e a duração do tratamento.

Reações adversas relacionadas ao tratamento corticóide parenteral incluem: casos raros de cegueira associados com o tratamento intralesional da face e da cabeça; hiper ou hipopigmentação; atrofia3 cutânea e subcutânea; abscessos estéreis; área de rubor pós- injeção4 (em seguida ao uso intra-articular); artropatia81 do tipo Charcot.


Alterações em exames laboratoriais:

Os corticóides podem afetar o teste de "nitroblue tetrazolium" para infecção7 bacteriana e produzir resultados falso- negativos.



POSOLOGIA - DIPROSPAN
AS NECESSIDADES POSOLÓGICAS SÃO VARIÁVEIS E DEVERÃO SER INDIVIDUALIZADAS BASEADAS NA DOENÇA ESPECÍFICA, NA GRAVIDADE DO QUADRO E NA RESPOSTA DO PACIENTE AO TRATAMENTO.

A dose inicial deverá ser mantida ou ajustada até que uma resposta satisfatória seja obtida. Se uma resposta clínica satisfatória não ocorrer após um período de tempo razoável, o tratamento com DIPROSPAN Injetável deverá ser descontinuado e iniciada outra terapia apropriada.

Administração sistêmica - Para o tratamento sistêmico, o tratamento deverá ser iniciado com 1 a 2 ml na maioria das condições e repetido quando necessário. A administração é através de injeção intramuscular82 (IM) profunda na região glútea. A dosagem e a freqüência das administrações irão depender da gravidade da condição do paciente e da resposta terapêutica. Em doenças graves, tais como lúpus eritematoso sistêmico ou estado de mal asmático já controlados por medidas de emergência, 2 ml poderão ser necessários inicialmente.

Uma grande variedade de condições dermatológicas respondem a administração IM de corticóides. Uma injeção4 IM de 1 ml, repetida de acordo com a resposta terapêutica, foi considerada como eficaz.

Em doenças do trato respiratório, o início da melhora dos sintomas15 ocorreu dentro de poucas horas após a injeção intramuscular82 de DIPROSPAN Injetável. O controle efetivo dos sintomas15 com 1 a 2 ml é obtido na asma20 brônquica, febre do feno21, bronquite alérgica e rinite23 alérgica.

No tratamento da bursite aguda ou crônica, resultados excelentes foram obtidos com 1 a 2 ml de DIPROSPAN Injetável por via intramuscular, repetidos se necessário.

Administração local - O uso concomitante de anestésicos locais raramente é necessário. Se isto for desejável, DIPROSPAN Injetável poderá ser misturado (na seringa1 e não no frasco) com lidocaína ou procaína 1 a 2% ou anestésicos locais similares. Devem ser evitados os que contenham metilparabeno, propilparabeno, fenol, etc.

A dose necessária de DIPROSPAN Injetável é transferida para a seringa1 e, em seguida, o anestésico. A mistura na seringa1 deve ser agitada levemente.

Em bursites agudas subdeltóides, subacromiais, olecraneanas e pré- patelares, uma injeção4 intrabúrsica de 1 a 2 ml de DIPROSPAN Injetável poderá aliviar a dor e restaurar a completa movimentação dentro de poucas horas. A bursite crônica poderá ser tratada com doses reduzidas uma vez que os sintomas15 agudos estejam controlados. Em tenosinovite aguda, tendinite83 e peritendinite, uma injeção4 de DIPROSPAN Injetável poderá trazer alívio. Em formas crônicas destas doenças, poderão ser necessárias injeções repetidas, de acordo com as necessidades do paciente.

Após administração intra- articular de 0,5 a 2 ml de DIPROSPAN Injetável, ocorre alívio da dor, sensibilidade e rigidez associados a osteoartrite17 e a artrite reumatóide16 dentro de 2 a 4 horas. A duração do alivio, que varia amplamente nas duas condições, e de 4 semanas ou mais na maioria dos casos.

Uma injeção4 intra- articular de DIPROSPAN Injetável e bem tolerada pela articulação e pelos tecidos periarticulares. As doses recomendadas para injeção4 intra-articular são:

. Grandes articulações (joelho, bacia, ombro) : 1 - 2 ml
. Médias articulações (cotovelo, punho, tornozelo): 0,5 - 1 ml
. Pequenas articulações (pé, mão, tórax84): 0,25 - 0,5 ml

Afecções dermatológicas poderão responder a administração intralesional de DIPROSPAN Injetável. A resposta de algumas lesões não tratadas diretamente poderão ser devidas a um leve efeito sistêmico do fármaco. No tratamento intralesional, uma dose intradérmica de 0,2 ml/cm2 de DIPROSPAN Injetável distribuída igualmente com uma seringa1 tipo tuberculina e agulha calibre 26, é recomendada. A quantidade total de DIPROSPAN Injetável injetada em todas as áreas a cada semana não deverá exceder 1 ml.

DIPROSPAN Injetável poderá ser usado eficazmente em afecções do pé que são susceptíveis aos corticóides. Bursite sob heloma duro poderá ser controlada com duas injeções sucessivas de 0,25 ml cada. Em algumas condições, tais como hallux rigidus, 5o dedo varo e artrite54 gotosa aguda, a melhora dos sintomas15 poderá ser rápida. Uma seringa1 tipo tuberculina e uma agulha de calibre 25 são adequadas para a maioria das injeções. As doses recomendadas, em intervalos de aproximadamente uma semana, são: bursite sob heloma duro ou mole, 0,25 - 0,5 ml; bursite sob esporão de calcanêo, 0,5 ml; bursite sob hallux rigidus, 0,5 ml; bursite sob 5º dedo varo, 0,5 ml; cisto sinovial, 0,25 - 0,5 ml; neuralgia85 de Morton (metatarsalgia), 0,25 - 0,5 ml; tenosinovite, 0,5 ml; periostite do cubóide, 0,5 ml; artrite54 gotosa aguda, 0,5 - 1 ml.

Depois de obtida uma resposta favorável, a dosagem de manutenção deverá ser determinada através da diminuição da dose inicial em decréscimos graduais, a intervalos apropriados, até que seja encontrada a dose mínima capaz de manter uma resposta clínica adequada.

A exposição do paciente a situações de estresse não relacionadas a doença em curso, poderá necessitar um aumento da dose de DIPROSPAN Injetável. Se for necessária a descontinuação do fármaco após tratamento prolongado, a dose deverá ser reduzida gradualmente.




SUPERDOSAGEM - DIPROSPAN

Sintomas15 - A superdose aguda com corticosteróides não leva a situações de risco de vida. Exceto nos casos de doses muito elevadas, alguns dias de dosagem excessiva com corticosteróides não parecem produzir resultados prejudiciais na ausência de contra-indicações específicas, tais como em pacientes com diabetes mellitus86, glaucoma42, úlcera péptica9 ativa ou naqueles fazendo uso de medicamentos tais como digitálicos, anticoagulantes cumarínicos ou diuréticos59 depletores de potássio.

Tratamento - Complicações resultantes dos efeitos metabólicos dos corticosteróides ou dos efeitos deletérios da doença de base ou concomitante ou resultantes de interações medicamentosas deverão ser tratadas apropriadamente.

Manter ingestão de líquidos adequada e monitorizar os eletrólitos séricos e urinários, com especial atenção ao balanço de sódio e potássio. Tratar o desequilíbrio eletrolítico, se necessário.



DIPROSPAN - Laboratório

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