DIVELOL

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Composição - DIVELOL

Carvedilol, em comprimidos de 6,25 mg, 12,5 mg e 25,0 mg.


Informações técnicas - DIVELOL

Agente bloqueador beta- adrenérgico não-seletivo, com atividade bloqueadora a-1 adrenérgica, sem atividade simpaticomimética intrínseca. Absorção rápida, sendo retardada quando a medicação for ingerida junto com a alimentação, o que reduz o risco de hipotensão1 ortostática, sem interferir, porém, na biodisponibilidade; meia-vida de 7 a 10 horas. Totalmente metabolizado; 98% da dose ingerida ligam-se às proteínas2, sendo eliminada pelas fezes e, menos de 2% pela urina3, na forma inalterada. DIVELOL reduz o débito cardíaco4, a taquicardia5 induzida por exercício e(ou) isoproterenol, bem como a taquicardia5 ortostática reflexa; atenua os efeitos da fenilefrina e reduz a resistência vascular6 periférica, geralmente dentro dos primeiros trinta minutos e, devido à sua ação a-1 bloqueadora, reduz a pressão arterial mais significativamente na posição ereta, daí a possibilidade de ocorrer hipotensão1 postural; reduz a atividade da renina plasmática após quatro semanas e aumenta os níveis do peptídeo natriurético atrial.


Indicações - DIVELOL

Insuficiência cardíaca7 leve ou moderada (classe II ou III NYHA) de origem isquêmica ou miocárdica, em associação com digitálicos, diuréticos8 ou inibidores da ECA; hipertensão arterial9, isoladamente ou associado a outros agentes, particularmente diuréticos8 do tipo tiazídico.


Contra-indicações - DIVELOL

Portadores de insuficiência cardíaca7 não- compensada classe IV (NYHA), asma10 brônquica, tendência a broncoespasmo11, bloqueio AV de segundo ou terceiro graus, doença do sinus (exceto em pacientes com marcapasso12), choque13 cardiogênico ou bradicardia14 severa, hipersensibilidade à droga, bem como não é recomendado a portadores de insuficiência hepática15 clinicamente manifesta.


Precauções - DIVELOL

A descontinuação do tratamento deve ser feita gradualmente, ao longo de uma a duas semanas. Como em estudos clínicos ocorreu bradicardia14 em 2% dos pacientes, se a freqüência cardíaca reduzir- se a menos de 55 batimentos/minuto, a dose deve ser diminuída; a ocorrência de hipotensão1 postural ou síncope16 foi maior durante os 30 primeiros dias de tratamento, o que torna conveniente orientar os pacientes a evitarem, no início da terapêutica, situações como dirigir ou realizar tarefas perigosas. Se houver piora da insuficiência cardíaca7 durante a fase de titulação da dose, aumentar a dose do diurético17 e manter (ocasionalmente diminuir ou até mesmo descontinuar temporariamente) a dose do DIVELOL, até que retorne a estabilidade clínica; após o que, continuar o processo de titulação. Em portadores de broncoespasmo11 não-alérgico (tipo bronquite crônica18 ou enfisema19) pode ser administrado com cautela, utilizando-se a menor dose eficaz possível para minimizar os efeitos do betabloqueio. Pode potencializar os efeitos da clonidina sobre a pressão arterial e freqüência cardíaca; se necessário interromper essa eventual associação, o DIVELOL deve ser descontinuado antes e, posteriormente, a clonidina, também de forma gradual. Com bloqueadores dos canais do cálcio podem ocorrer alterações na pressão arterial e no ECG, fatores estes que devem ser, por isso, monitorizados. Como qualquer betabloqueador, pode aumentar o efeito da insulina20 e hipoglicemiantes orais21, o que torna conveniente monitorização regular da glicose sangüínea22. Não existem estudos adequados ou bem controlados em grávidas; desta forma, tanto na gravidez23 quanto na lactação24, DIVELOL só deve ser administrado considerando-se o fator risco-benefício.


Advertências - DIVELOL

Embora DIVELOL possa ser administrado a hipertensos, portadores também, de insuficiência cardíaca7 controlada com digital, diuréticos8 e/ou inibidores da ECA, é preciso se ter em conta o fato de que tanto DIVELOL como a digital reduzem a condução AV. Como já foi observado, embora raramente, lesão hepática após carvedilol, portadores de lesão hepática, cirrose25 ou icterícia26 não devem receber DIVELOL. Como todos os betabloqueadores, pode agravar ou precipitar os sintomas27 de insuficiência28 arterial em portadores de doença vascular periférica29. Se necessário continuar o tratamento com DIVELOL em pacientes cirúrgicos, cuidado especial deverá ser tomado se forem receber anestésicos tais como éter, ciclopropano ou tricloroetileno, já que estes deprimem a função miocárdica. Como todos os betabloqueadores não- seletivos, pode potencializar a hipoglicemia30 induzida por insulina20 e retardar a recuperação dos níveis séricos de glicose31. Podendo mascarar os sintomas27 clínicos de hipertiroidismo, a sua suspensão abrupta pode exacerbar os seus sintomas27 ou precipitar uma crise tiroidiana.


Reações adversas - DIVELOL

Dos eventos adversos evidenciados, geralmente durante os primeiros trinta dias, apenas tontura32, bradicardia14, hipotensão1 e hipotensão1 postural, relacionados ao aumento das doses na fase de titulação.


Posologia - DIVELOL

Insuficiência cardíaca congestiva33: Dose individualizada e monitorizada durante a fase inicial, estabilizando antes a dosagem de digital, diuréticos8 e inibidores da ECA (se utilizados). Iniciar com 6,25 mg duas vezes ao dia por duas semanas; se bem tolerada, poderá ir sendo dobrada a cada duas semanas, até o nível mais alto tolerado pelo paciente ou a critério médico. Dose máxima: 25 mg duas vezes ao dia para pacientes com menos de 85 kg e 50 mg duas vezes ao dia para aqueles com mais de 85 kg. Hipertensão arterial9: Dose individualizada, sendo inicialmente de 6,25 mg duas vezes ao dia, por uma a duas semanas, podendo ser aumentada, se bem tolerada, para 1,25 mg duas vezes ao dia e dobrada a cada uma a duas semanas, ou a critério médico; a dose diária máxima recomendada é de 50 mg e o efeito anti- hipertensivo é alcançado no período de uma a duas semanas.


Superdosagem - DIVELOL

A sua ocorrência determina: hipotensão1 severa, bradicardia14, insuficiência cardíaca7, choque13 cardiogênico ou parada cardíaca; podem também ocorrer broncoespasmo11, vômito34, lapsos de consciência e convulsões generalizadas. Nessas situações, o tratamento com antídoto35 apropriado deve ser mantido por tempo suficientemente longo, considerando- se a meia-vida do carvedilol, que é de 7 a 10 horas.


Apresentação - DIVELOL

Caixas com 28 comprimidos de 6,25 mg, 12,5 mg e 25 mg de carvedilol.

Laboratórios BALDACCI S.A.





DIVELOL - Laboratório

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