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DOLANTINA

DOLANTINA - Cloridrato de petidina
Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder à sua leitura antes de utilizar o medicamento.

Solução injetável - embalagens com 25 ampolas de 2ml

USO ADULTO


Composição - DOLANTINA
Cada ml contém :
Cloridrato de petidina .................... 50 mg


INFORMAÇÃO AO PACIENTE - DOLANTINA

Cuidados de armazenamento: Como regra geral, as ampolas de DOLANTINA devem ser guardadas ao abrigo da luz e calor.

Prazo de validade: Desde que sejam observados os cuidados de armazenamento, DOLANTINA apresenta prazo de validade de 5
anos. Não utilize medicamento vencido, pois pode ser prejudicial à sua saúde.

Ação esperada do medicamento: O efeito de DOLANTINA se inicia poucos minutos após sua administração.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Cuidados de administração: DOLANTINA somente deve ser utilizada sob rigoroso controle médico, pois pode provocar dependência física. A interrupção brusca do uso de DOLANTINA pode desencadear síndrome1 de abstinência, nos casos de uso prolongado.

Utilização concomitante de outras substâncias: Deve ser evitada a utilização concomitante de outros analgésicos2 aditivos (morfinomiméticos, hipnoanalgésicos) ou drogas depressoras do Sistema Nervoso3 Central ou álcool. Para maiores informações, consulte o item Interações Medicamentosas.

Precauções: Deve- se evitar dirigir ou operar máquinas perigosas nas primeiras 24 horas após a utilização de DOLANTINA .

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.


INDICAÇÕES - DOLANTINA
DOLANTINA está indicada nos estados de dor e espasmos de várias etiologias, tais como: infarto4 agudo5 do miocárdio, glaucoma6 agudo5, pós- operatórios, dor conseqüente a neoplasia7 maligna, espasmos da musculatura lisa do trato gastrintestinal, biliar, urogenital e vascular8, rigidez e espasmos do orifício interno do colo uterino durante trabalho de parto e tetania9 uterina.

DOLANTINA pode ser empregada, ainda, como pré- anestésico ou como terapia de apoio ao procedimento anestésico.


CONTRA-INDICAÇÕES - DOLANTINA

Doenças nas quais se deve evitar depressão do centro respiratório.

DOLANTINA não deve ser utilizada em pacientes com hipersensibilidade conhecida à petidina, nem em portadores de hipertensão10 intracraniana.

DOLANTINA não deve ser utilizada nas seguintes situações:

. pacientes com dependência a opióides, com exceção nos casos de câncer11.

. terapia de reposição nos casos onde há uma tolerância a opióides.

. durante a lactação12.

. crianças abaixo de 1 ano.


PRECAUÇÕES - DOLANTINA
Embora até o momento não tenham sido observados efeitos teratogênicos atribuíveis ao uso de DOLANTINA, esta somente deve ser utilizada durante a gravidez13 sob rigorosa supervisão médica, uma vez que ultrapassa a barreira placentária atingindo o feto podendo levar à depressão respiratória do recém- nascido.

DOLANTINA passa para o leite materno, portanto, seu uso em nutrizes14 deve ser evitado.

DOLANTINA injetável não deve ser utilizada em crianças.

DOLANTINA deve ser utilizada com precaução em pacientes onde a depressão respiratória deve ser evitada tais como alterações do centro respiratório, aumento da pressão intracraniana, alteração da consciência, dependência de drogas e álcool, hipotensão15 devido à hipovolemia16.


REAÇÕES ADVERSAS - DOLANTINA

Especialmente após a administração endovenosa podem ocorrer efeitos vagotrópicos, tais como bradicardia17, hipotensão15, broncoespasmo18, miose, soluço, náusea19 e mais raramente vômito20. Estes normalmente regridem com a administração de pequenas doses de atropina. Pode ocorrer também taquicardia21 especialmente após o uso endovenoso.

Após aplicação por via endovenosa, podem ocorrer dor e eritema22 no local da aplicação.

Como reações adversas a nível periférico podem ocorrer alterações da micção e obstipação intestinal.

A nível central pode ocorrer sedação, euforia, depressão respiratória, confusão mental e tonturas23.

Podem ocorrer convulsões, especialmente em pacientes recebendo altas doses de DOLANTINA e em casos de alterações pré- existentes da função renal24 e de aumento da suscetibilidade à convulsões.

A utilização de DOLANTINA durante a gestação pode afetar o recém- nascido sendo que pode haver depressão respiratória do mesmo após o parto. Por esta razão, o recém-nascido deve ficar em observação por no mínimo 6 horas após o nascimento. Se houver depressão respiratória poderá ser administrado antagonistas opiácio (ex.: naloxone).

Em casos raros podem ocorrer reações de hipersensibilidade e até choque anafilático25 após a administração de DOLANTINA. Caso isto ocorra deve- se tomar as medidas terapêuticas clássicas, quais sejam: decúbito lateral, desobstrução de vias aéreas, assistência respiratória, administração de simpatomiméticos e corticóides em altas doses.

Posteriormente recomenda- se a utilização de expansores de volume tais como: albumina26 humana, HAEMACCEL(R) ou soluções hidroeletrolíticas balanceadas.

Outras medidas como inalação de oxigênio, respiração artificial27, uso de anti- histamínicos e/ou cálcio podem ser empregadas a critério médico.


INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - DOLANTINA
DOLANTINA deve ser usada com cuidado quando em associação com outros analgésicos2 potentes, medicamentos que diminuem o limiar de convulsões, inibidores da MAO, derivados fenotiazínicos e álcool. O uso concomitante com inibidores da MAO pode causar sintomas28 de choque29, depressão respiratória e coma30.

DOLANTINA quando utilizada com buprenorfina e pentazocina e seus derivados pode ter seu efeito atenuado.

Medicamentos depressores do SNC como os barbitúricos e outros hipnóticos podem potencializar a sedação e a depressão respiratória causada pela DOLANTINA.


POSOLOGIA - DOLANTINA

A dose preconizada para adultos é:

Via intramuscular e subcutânea - 25 a 150 mg

Via endovenosa - 25 a 100 mg, dissolvidos em 10 ml de solução fisiológica ou glicosada 10 %. Aplicar lentamente (aproximadamente 2 minutos).

Esta posologia poderá ser repetida a critério médico, desde que se observe um intervalo não inferior a 3 a 4 h em relação à primeira administração. Como precaução não deve ser ultrapassada a dose diária de 500 mg.

Em pacientes com disfunção hepática ou renal24, a ação de DOLANTINA pode ser prolongada ou potencializada. Nestes casos a dose deve ser reduzida ou o intervalo entre as doses aumentado.


SUPERDOSAGEM - DOLANTINA

Nos casos de superdosagem, os sintomas28 mais freqüentes são distúrbios visuais, boca seca, taquicardia21, vertigem31, midríase, hipertermia, tremor muscular, depressão respiratória, anestesia32 e perda repentina da consciência.

A terapia é sintomática com medidas gerais de suporte.

Caso ocorra depressão respiratória está indicado o uso de antagonistas narcóticos como o naloxone.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
ATENÇÃO : PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA FÍSICA OU PSÍQUICA





DOLANTINA - Laboratório

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