MESIGYNA

Composição - MESIGYNA
cada ml contém 50 mg de enantato denoretisterona e 5 mg de valerato de estradiol em solução oleosa.


Posologia e Administração - MESIGYNA
Mesigyna deve sempre ser administrada por via intramuscular profunda (de preferência na região glútea, e como alternativa no braço). As reações de curta duração (cócegas na garganta, acessos de tosse, dispnéia1) que podem ocorrer em casos isolados, durante ou imediatamente após a injeção intramuscular2 de soluções oleosas, podem ser evitadas, conforme tem- se comprovado, administrando-se a injeção3 lentamente. É recomendável cobrir a região onde se administrou o produto com esparadrapo, para evitar o refluxo da solução. A primeira injeção3 deve ser administrada no primeiro dia de um ciclo menstrual. As injeções seguintes devem ser administradas, independentemente do padrão menstrual, em intervalos de 30 (mais ou menos 3) dias, isto é, no mínimo 27 e no máximo 33 dias. Transcorrendo intervalos de injeção3 superiores aos 33 dias, não se pode contar, a partir desta data, com o grau de segurança contraceptiva necessário. Se dentro dos 30 dias posteriores à administração do produto não ocorrer sangramento por privação hormonal, deve-se afastar a possibilidade de gravidez4 por meio de teste adequado. Uma ou duas semanas após a primeira injeção3 ocorrerá sangramento vaginal. Com a continuação do tratamento, os episódios de sangramento apresentar-se-ão geralmente em intervalos de 30 dias. O dia da injeção3 mensal estará normalmente dentro do intervalo livre de sangramento. Em geral, decorridos 60 dias após a última injeção3 de Mesigyna recupera-se a capacidade normal de concepção5. Entretanto, se neste período não se estabelecer o curso fisiológico do ciclo, é aconselhável estabelecer tratamento adequado nas mulheres que desejam engravidar.


Precauções - MESIGYNA
antes de iniciar o tratamento devem ser realizados exames clínico detalhado e ginecológico minucioso (incluindo mamas e citologia cervical), inclusive com cuidadosa anamnese familiar. Devem ser descartados distúrbios do sistema de coagulação quando houver histórico familiar, durante a juventude, de enfermidades tromboembólicas (por exemplo, trombose venosa profunda6, apoplexia7, infarto do miocárdio8). A possibilidade de haver gestação deve ser excluída. Durante o tratamento recomendam- se exames de controle em intervalos de aproximadamente 6 meses. Deve-se evitar a administração de uma nova injeção3 se durante o tratamento ocorrerem, pela primeira vez, cefaléias9 do tipo enxaqueca10 ou cefaléias9 com freqüência fora do habitual; perturbações repentinas de percepção (por exemplo, da visão, da audição); sinais11 precursores de tromboflebites12 ou tromboembolias (por exemplo, edema13 ou dores habituais nas pernas, dores do tipo pontada ao respirar ou tossir, de origem desconhecida); sensação de dor e constrição no tórax14. Também em casos de cirurgias já planejadas (6 semanas antes da data prevista) ou imobilização forçada decorrente, por exemplo, de acidentes, a medicação deve ser suspensa. Em todos estes casos pode existir um risco maior de trombose15. São também razões para suspender a medicação: o aparecimento de icterícia16; hepatite17; prurido18 generalizado; aumento de ataques epilépticos; acentuada elevação da pressão arterial e gravidez4. Segundo os conhecimentos atuais, não se pode excluir a associação entre o uso de contraceptivos hormonais e um aumento do risco de doenças tromboembólicas venosas e arteriais. Com relação à trombose15 arterial (por exemplo, apoplexia7 e infarto do miocárdio8) parece ocorrer aumento do risco relativo quando existem concomitantemente os seguintes fatores: consumo intenso de cigarro, idade mais avançada e tratamento com contraceptivos hormonais combinados. Durante o tratamento com substâncias hormonais, tais como as contidas em Mesigyna, foram observadas, em casos raros, alterações hepáticas benignas e, mais raramente alterações malignas, que em casos isolados podem ocasionar hemorragias19 intra-abdominais com risco de vida para a paciente. Se ocorrerem transtornos epigástricos graves, aumento de tamanho do fígado20 ou sinais11 de hemorragia21 intra-abdominal, deve-se incluir tumor22 hepático nas considerações diagnóstico23-diferenciais. Pacientes com diabetes mellitus24; tendência a diabetes25; hipertensão26; varizes27; antecedentes de flebite28; otosclerose29; esclerose múltipla30; epilepsia31; porfiria32; tetania33 ou coréia menor34 devem ser mantidas sob cuidadosa vigilância. Mesigyna não apresenta efeito inibidor sobre o mecanismo de lactação35. Também não foram observados até o presente efeitos desfavoráveis sobre lactentes36, embora deva ser considerado que pequenas quantidades de esteróides podem passar para o leite materno. Como ocorre com outros esteróides, existe, portanto, a possibilidade teórica, principalmente durante a primeira semana de vida do lactente37, de que se modifiquem os processos de degradação da bilirrubina38. Se o recém-nascido apresentar icterícia neonatal39 de maior grau ou tão prolongada que requeira tratamento médico, a lactação35 deve ser interrompida durante o mesmo.


Reações adversas - MESIGYNA
durante o tratamento com Mesigyna podem ocorrer, em casos isolados, cefaléias9, distúrbios gástricos, náuseas40, tensão mamária, alterações do peso e da libido, bem como estados depressivos. Isoladamente, podem ocorrer amenorréias41 e sangramento por disrupção. Na presença de sangramentos por disrupção intensos, persistentes e recorrentes, que não desapareçam espontaneamente, o medicamento deve ser suspenso para que se exclua alguma causa orgânica. Após tratamentos prolongados, pode ocorrer, às vezes, cloasma42 em mulheres predispostas, que se acentua com a exposição prolongada ao sol. Recomenda- se a mulheres com esta tendência que não se exponham durante muito tempo aos raios solares. Tem-se observado em casos isolados, uma diminuição da tolerância frente a lentes de contato.


Contra-Indicações - MESIGYNA
gravidez4; alterações graves da função hepática; antecedentes de icterícia16 idiopática gravídica ou prurido18 gestacional grave; síndrome43 de Dubin- Johnson e de Rotor; tumores hepáticos atuais ou antecedentes dos mesmos; processos tromboembólicos arteriais ou venosos ou antecedentes dos mesmos, bem como condições que aumentem a tendência a tais enfermidades (por exemplo, distúrbios do sistema de coagulação com tendência a trombose15, determinadas cardiopatias); anemia falciforme44; carcinoma45 de mama ou de endométrio46, ou antecedentes dos mesmos; diabetes mellitus24 grave com alterações vasculares; transtornos do metabolismo47 lipídico; antecedentes de herpes gravídico; otosclerose29 com agravamento durante alguma gestação anterior.


Indicações - MESIGYNA
contracepção48 hormonal.


Apresentação - MESIGYNA
cartucho com 1 seringa49 pré- carregada com 1 ml + agulha.





MESIGYNA - Laboratório

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