METILERGOMETRINA

UNIÃO METILERGOMETRINA
Maleato de Metilergometrina
Comprimido Revestido / Solução Injetável

- Formas Farmacêuticas e Apresentações
Comprimido revestido: caixa com 500 comprimidos revestidos.
Solução injetável: caixa com 50 ampolas de 1 ml.

USO ADULTO


COMPOSIÇÃO - METILERGOMETRINA
Comprimido Revestido Cada comprimido revestido contém:
Maleato de metilergometrina 0,125 mg
Excipientes: estearato de magnésio, silicato de magnésio, copolímeros do ácido metacrílico, dióxido de titânio, corante vermelho FD&C, trietil citrato, macrogol, lactose, celulose microcristalina, croscarmelose sódica.
Solução Injetável
Cada ampola de 1ml contém:
Maleato de metilergometrina 0,2 mg
Veículo: ácido tartárico, álcool etílico, glicerol, ácido maléico, água para injeção1.


INFORMAÇÕES AO PACIENTE - METILERGOMETRINA
AÇÃO ESPERADA DO MEDICAMENTO:
Atua sobre o útero2 mantendo as contrações uterinas num ritmo uniforme e controlando as hemorragias3.

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO:
Conserve o produto na embalagem original, em temperatura ambiente (15 a 300C), protegido da luz e da umidade.

PRAZO DE VALIDADE:
12 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho). Não use medicamentos com o prazo de validade vencido.

GRAVIDEZ4 E LACTAÇÃO5:
A Metilergometrina está contra- indicada na gravidez4. Durante a fase de aleitamento, caso seja necessário tomar Metilergometrina, recomenda-se que seja por um prazo de no máximo 3 dias. Informe seu médico a ocorrência de gravidez4 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

CUIDADOS DE ADMINISTRAÇÃO:
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

REAÇÕES ADVERSAS:
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como: reações alérgicas, dor abdominal, náusea6, vômitos7, suor excessivo, vertigens8, dor de cabeça e erupções cutâneas.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

INGESTÃO CONCOMITANTE COM OUTRAS SUBSTÂNCIAS:
A ingestão concomitante com outras substâncias (álcool ou alimentos) não altera a segurança e a eficácia do medicamento.

CONTRA- INDICAÇÕES E PRECAUÇÕES:
O produto não deve ser usado por pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou derivados da ergot, infecções severas, angina9 pectoris, infarto do miocárdio10 e em casos de hipertensão11 grave. Deve ser usado com cautela em casos de hipertensão11 leve ou moderada, nos distúrbios da função hepática ou renal12, e em casos de hipocalcemia13.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
Não deve ser utilizado durante a gravidez4 e a lactação5.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS - METILERGOMETRINA
CARACTERÍSTICAS - METILERGOMETRINA
A Metilergometrina, um derivado semi- sintético do alcalóide natural ergometrina, é um potente e específico agente uterotônico. A Metilergometrina produz vasoconstrição arterial por estimular os receptores alfa-adrenérgicos e serotonínicos, inibindo fatores de liberação do relaxamento endotelial. Comparada com os demais alcalóides ergotamínicos, seu efeito sobre os vasos periféricos é fraco e raramente aumenta a pressão arterial.A absorção da Metilergometrina após administração oral e intramuscular é rápida, sendo que a concentração plasmática máxima é atingida após 30 minutos. No puerpério a absorção gastrointestinal é mais lenta, e a concentração plasmática máxima é obtida após 3 horas. Após administração oral, a biodisponibilidade é de aproximadamente 60%. O volume de distribuição é baixo (0,5 litro/kg). A eliminação do medicamento é feita em duas fases, sendo que a meia- vida mais longa é de 0,5 a 2 horas. O clearance total está entre 120 a 240 ml/min. Somente cerca de 3% de uma dose oral é eliminada na urina14 na forma original, o que indica um extenso metabolismo15. O medicamento é eliminado principalmente com a bile16 nas fezes.
O início da ação da Metilergometrina ocorre 30 a 60 segundos após injeção1 endovenosa, 2 a 5 minutos após injeção intramuscular17 e 5 a 10 minutos após administração oral, mantendo- se por 4 a 6 horas.


INDICAÇÕES: - METILERGOMETRINA
Controle ativo do terceiro estágio do trabalho de parto (com a finalidade de promover a separação da placenta e reduzir a perda de sangue18).
No tratamento da atonia / hemorragia19 uterina que ocorre: durante e após o terceiro estágio do trabalho de parto; associada com operação cesariana e no pós- aborto.
No tratamento da subinvolução do útero2, da loquiometria e da hemorragia19 puerperal.


CONTRA-INDICAÇÕES: - METILERGOMETRINA
É contra- indicado em casos de hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou aos derivados da ergot. Gravidez4, primeiro estágio do trabalho de parto e segundo estágio do trabalho de parto antes do aparecimento da cabeça(A Metilergometrina não deve ser utilizada na indução ou potencialização do trabalho de parto). Hipertensão11 grave, toxemia hipertensiva (pré-eclâmpsia20, eclâmpsia21); doença vascular22 oclusiva (inclusive cardiopatia isquêmica23); sepsia; infecções severas, angina9 pectoris e infarto do miocárdio10.


PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: - METILERGOMETRINA
Gerais: Durante o parto quando a apresentação é pélvica ou em outros casos de apresentações anormais, a Metilergometrina não deve ser administrada antes que o nascimento da criança esteja finalizado.Cuidados devem ser tomados na presença de hipertensão11 leve ou moderada (a Metilergometrina está contra- indicada na hipertensão11 grave), nos distúrbios da função hepática ou renal12.
Gravidez4: A Metilergometrina é contra- indicada durante a gravidez4, pois pode causar contração uterina, resultando em uma diminuição do fluxo sangüíneo, causando sofrimento fetal. Em casos de diagnóstico24 de gestação múltipla, não deve ser administrada Metilergometrina antes do nascimento da última criança. O uso de Metilergometrina durante ou após o terceiro estágio do trabalho de parto, imediatamente após a saída do ombro anterior, deve ser feito sob supervisão obstétrica com a finalidade de promover a separação da placenta e reduzir a perda sangüínea. Se necessário, a expulsão da placenta deverá ser feita manualmente através de manobras compressivas sobre o fundo do útero2, porém o uso no segundo estágio do trabalho de parto, só poderá ser feito sobre rigorosa supervisão obstétrica.
Amamentação25: A Metilergometrina é excretada no leite materno, porém não se sabe ao certo se ocorre inibição da lactação5, sabe- se apenas que a Metilergometrina interfere na secreção da prolactina26. Em vista dos possíveis efeitos colaterais, não é recomendado Metilergometrina para uso rotineiro em mulheres lactantes27.
Pediatria: Em recém- nascidos a eliminação da Metiler-gometrina pode ser prolongada, podendo desenvolver depressão respiratória, movimentos mioclônicos, sintomas28 purpúricos, icterícia29 e vasoconstrição periférica severa.


INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: - METILERGOMETRINA
A Metilergometrina pode potencializar os efeitos vasocons- tritores e vasopressores de outros medicamentos, tais como simpatomiméticos (exemplo: administrados com anestésicos locais) ou ergotamina.
Não são conhecidas interações adversas decorrentes da administração simultânea de Metilergometrina e oxicito- cina. Para a prevenção e o tratamento da hemorragia19 uterina o uso combinado destes dois agentes uterotônicos por via intramuscular pode ser vantajoso, uma vez que a oxitocina30 apresenta um período de latência muito curto, enquanto Metilergometrina possui uma duração de ação prolongada.
A Bromocriptina quando associada à Metilergometrina, pode causar hipertensão11 e infarto do miocárdio10.
O uso concomitante com nicotina (cigarro) pode afetar a absorção e aumentar o efeito vasoconstritor da Metilergometrina.


INTERFERÊNCIAS EM EXAMES LABORATORIAIS: - METILERGOMETRINA
Pode ocorrer elevação da pressão sangüínea31 e diminuição da concentração sérica da prolactina26. Inicialmente, pode causar uma diminuição no débito cardíaco32 devido ao aumento do tônus vagal e possivelmente uma diminuição da atividade simpática central e depressão direta do miocárdio.


REAÇÕES ADVERSAS / COLATERAIS: - METILERGOMETRINA
Dor abdominal (causada por contrações uterinas), náuseas33, vômitos7, sudorese34, tontura35, cefaléia36, erupções cutâneas, raramente hipertensão11, bradicardia37 ou taquicardia38, dor torácica, reações vasoespásticas periféricas. Raramente foram observadas reações anafiláticas39 (dispnéia40, hipotensão41, colapso, choque42).Metilergometrina é excretada no leite materno. Foram observados casos isolados de intoxicação em lactentes43 cujas mães receberam o medicamento por vários dias.
Houve descrição de casos em que Metilergometrina reduziu a secreção de leite.
Um ou mais dos seguintes sintomas28 foram observados (desaparecendo com a suspensão da medicação): pressão arterial elevada, bradicardia37 ou taquicardia38, vômito44, diarréia45, inquietude, cãibras crônicas.


POSOLOGIA: - METILERGOMETRINA
Controle ativo do terceiro estágio do trabalho de parto: 0,5 a 1 ml (=0,1 - 0,2 mg) em injeção1 endovenosa lenta, após a saída do ombro anterior ou o mais tardar, imediatamente após o nascimento da criança. A expulsão da placenta, que é normalmente separada pela primeira forte contração após a administração de Metilergometrina, deverá ser auxiliada manualmente através de manobras compressivas sobre o fundo do útero2.
No caso de parto sob anestesia46 geral, a dose recomendada é de 1 ml (0,2mg) por via endovenosa.
Atonia/hemorragia19 uterina: 1 ml (0,2 mg) em injeção intramuscular17 ou 0,5 a 1 ml (0,1 - 0,2 mg) em injeção1 endovenosa, podendo-se repetir, conforme necessário, em intervalos não menores que 2 horas.
Subinvolução, loquiometria e hemorragia19 puerperal: 1 a 2 comprimidos revestidos por via oral ou 0,5 a 1 ml em injeção subcutânea47 ou intramuscular, até 3 vezes ao dia. Em mulheres lactantes27, de preferência, durante um máximo de três dias.


SUPERDOSAGEM: - METILERGOMETRINA
Sintomas28: náusea6, vômito44, hipertensão11 ou hipotensão41, dormência, formigamento e dores nas extremidades (devido à isquemia48); depressão respiratória, convulsões, coma49.Tratamento: eliminação do medicamento administrado por via oral através de lavagem gástrica50 seguida de administração de carvão ativado. Tratamento sintomático sob estrita monitorização dos sistemas cardiovascular e respiratório. Se for necessário sedar o paciente, benzodiazepínicos podem ser utilizados.
No caso de espasmos arteriais graves deve- se administrar vasodilatadores, como o nitroprussiato de sódio, fentolamina ou diidralazina.


PACIENTES IDOSOS: - METILERGOMETRINA
Não há informações referentes ao uso de Metilergometrina em pacientes idosos.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA


METILERGOMETRINA - Laboratório

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